
No início de janeiro de 2026, as autoridades chinesas realizaram uma nova ação repressiva contra cristãos, detendo líderes e membros da Igreja Early Rain Covenant Church, uma das comunidades cristãs domésticas (não registradas pelo governo) mais conhecidas do país
Tudo começou no dia 6 de janeiro, quando policiais prenderam várias pessoas ligadas à igreja. Até o dia 12 de janeiro, organizações que acompanham a situação, como a ChinaAid, confirmaram que pelo menos seis cristãos haviam sido detidos ou colocados em prisão domiciliar. No entanto, só se sabe a localização exata de dois deles: o pastor Dai Zhichao, que está no Centro de Detenção da Cidade de Deyang, e um membro chamado apenas “Lin”, mantido no Centro de Detenção de Zhongjiang.
Os outros quatro – o ancião Li Yingqiang, sua esposa Zhang Xinyue, Ye Fenghua e Jia Xuewei – continuam com paradeiro desconhecido, o que tem gerado grande preocupação entre os familiares e a comunidade.
Antes de serem levados, Li Yingqiang e sua esposa gravaram um emocionante vídeo para os filhos, preparando-os para a possibilidade de uma longa separação. Nele, eles dizem: “Se um dia vocês não virem mais mamãe e papai, lembrem-se do hino que cantamos juntos hoje”. E então entoam juntos a canção: “Assim como as montanhas cercam Jerusalém, assim o Senhor cerca o seu povo”. A cena mostra a fé profunda que move essas pessoas mesmo diante da ameaça constante.
A Early Rain Covenant Church sofre perseguição há muitos anos exatamente por se recusar a se registrar junto ao governo chinês. No país, só é permitido frequentar igrejas oficiais, chamadas de “igrejas patrióticas das três autonomias”, que precisam seguir as regras do Partido Comunista Chinês e incluir os chamados “valores socialistas centrais? em seus cultos e mensagens.
Essa exigência faz parte da política do presidente Xi Jinping de “sinicizar? as religiões, ou seja, adaptá-las completamente à visão comunista e ao controle do Estado. Uma lei de 2018 determina que as religiões devem se adequar à sociedade socialista, o que muitos cristãos consideram uma interferência inaceitável na fé.
Por isso, diversas igrejas, como a Early Rain, preferem continuar como comunidades independentes, mesmo sabendo dos riscos. O caso mais famoso aconteceu em 2018, quando o então pastor principal, Wang Yi, se recusou a registrar a igreja. Ele escreveu uma carta aberta afirmando que a Bíblia não dá a nenhum governo o direito de controlar a Igreja ou interferir na fé dos cristãos. Pouco depois, foi preso e, em 2019, condenado a nove anos de prisão por acusações como “incitar a subversão do poder estatal? e “operações comerciais ilegais”. Ele permanece preso até hoje.
Especialistas em direitos humanos acompanham esses episódios com preocupação. Yalkun Uluyol, pesquisador da Human Rights Watch, criticou abertamente as ações do governo, dizendo que o ano de 2026 começou com novas prisões de membros de igrejas protestantes subterrâneas e que as autoridades deveriam libertar imediatamente os detidos, permitindo que pratiquem sua religião livremente.
Infelizmente, a situação da Early Rain Covenant Church e de outras comunidades semelhantes mostra que a pressão sobre os cristãos que não aceitam o controle estatal continua aumentando na China, em meio a um esforço contínuo do governo para limitar e moldar a prática religiosa no país.
Nova onda de prisões atinge cristãos na China#China
— Diálogo Livre??????ن (@dialogolivre) January 17, 2026
No início de janeiro de 2026, as autoridades chinesas realizaram uma nova ação repressiva contra cristãos, detendo líderes e membros da Igreja Early Rain Covenant Church, uma das comunidades cristãs domésticas não registradas. pic.twitter.com/DBAlJrSc1m
Publicado em 17/01/2026 10h03
Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.
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