
Em mais um episódio que escancara a podridão que se instalou em partes do sistema financeiro nacional, o Banco Central decretou, nesta semana, a liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (antiga Reag Investimentos), uma gestora que, sob o pretexto de administração de fundos, serviu de ponte para operações escandalosas envolvendo fraudes bilionárias e lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do já liquidado Banco Master
As investigações da Polícia Federal, especialmente nas operações Carbono Oculto e Compliance Zero, revelaram um esquema sórdido: cerca de 40 fundos de investimento, muitos concentrados na badalada Avenida Faria Lima, teriam sido usados para gerir nada menos que R$ 30 bilhões de recursos supostamente ligados à maior facção criminosa do país. Esse dinheiro sujo, oriundo de tráfico, adulteração de combustíveis e sonegação fiscal na casa dos bilhões, circulava disfarçado de investimentos legítimos, mostrando como o crime organizado conseguiu penetrar fundo na economia formal brasileira.
Não bastasse a conexão com o PCCh, a Reag também foi peça-chave no rombo do Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro. Entre 2023 e 2024, operações fraudulentas na ordem de R$ 11,5 bilhões foram estruturadas em conjunto: o banco concedia empréstimos fantasmas a empresas de fachada, esses valores eram rapidamente repassados para fundos administrados pela Reag, simulando rentabilidades irreais, e o dinheiro retornava ao Master via aplicações em CDBs. Uma verdadeira ciranda financeira criminosa, que inflava artificialmente o patrimônio da instituição e enganava investidores e reguladores.
O ex-CEO e fundador da Reag, João Carlos Mansur, tornou-se alvo direto das buscas policiais justamente na véspera da decisão do Banco Central, reforçando a gravidade das violações. O BC, ao decretar a liquidação por “graves violações às normas do Sistema Financeiro Nacional”, deu um passo necessário para limpar o mercado e proteger o cidadão de bem, que deposita sua confiança – e seu dinheiro – nessas instituições.
É revoltante constatar que, enquanto milhões de brasileiros lutam honestamente para construir uma vida melhor, criminosos de colarinho-branco e verdadeiros bandidos do tráfico usavam mecanismos sofisticados do mercado financeiro para lavar fortunas e sonegar impostos astronômicos. Esse tipo de contaminação não pode ser tolerado. O fato de a Reag representar uma fração ínfima do sistema (menos de 0,001% dos ativos) não diminui a gravidade: cada brecha explorada pelo crime é uma ameaça à segurança nacional e à economia como um todo.
A decisão do Banco Central, sob a gestão atual, mostra que há disposição para combater essas mazelas sem titubear. Que sirva de lição e de alerta: o Brasil não pode aceitar que o crime organizado transforme a Faria Lima em extensão do crime. É hora de endurecer as regras, punir com rigor os responsáveis e blindar o sistema financeiro contra essa infiltração inaceitável. A sociedade conservadora e ordeira exige – e merece – instituições limpas e autoridades que não vacilem diante do crime.
Como o crime organizado penetrou no coração do mercado financeiro brasileiro
– Diálogo Livreن (@dialogolivre) January 17, 2026
O Banco Central decretou, nesta semana, a liquidação extrajudicial da Reag Investimentos, uma gestora que serviu de ponte para operações escandalosas envolvendo fraudes e lavagem de dinheiro do PCCh pic.twitter.com/dMwcLShvAR
Publicado em 17/01/2026 17h21
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