O Último tratado nuclear entre EUA e rússia expirou: pode vir aí uma nova corrida armamentista?

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O último acordo de controle de armas nucleares entre Estados Unidos e Rússia chega ao fim nesta semana, marcando um momento preocupante para a segurança global

O tratado conhecido como New START, assinado em 2010 pelos presidentes Barack Obama e Dmitry Medvedev, expirou em 5 de fevereiro de 2026, e não há negociações em andamento para prorrogá-lo ou substituí-lo por algo novo.

Esse acordo limitava as forças nucleares estratégicas de longo alcance das duas nações, que juntas detêm cerca de 87% de todas as armas nucleares do mundo. Ele estabelecia tetos claros: no máximo 1.550 ogivas nucleares implantadas em mísseis balísticos intercontinentais, mísseis lançados de submarinos e bombardeiros pesados; até 700 vetores implantados (mísseis e bombardeiros); e um total de 800 lançadores, contando os implantados e os em reserva. Além dos números, o tratado incluía mecanismos importantes de verificação, como trocas de dados duas vezes por ano, notificações quase diárias sobre movimentações de forças nucleares, inspeções surpresa em instalações e uma comissão bilateral para resolver disputas. Essas regras ajudaram a reduzir tensões e aumentar a transparência desde que entraram em vigor em 2011, com os limites plenamente alcançados em 2018.

O tratado foi estendido por cinco anos em 2021, mas não pode ser prorrogado novamente. Em 2023, a Rússia suspendeu a participação em inspeções e trocas de dados, alegando dificuldades causadas pela guerra na Ucrânia, embora tenha mantido os limites numéricos. Em setembro de 2025, o presidente Vladimir Putin propôs que ambos os países continuassem respeitando os tetos por mais um ano após o fim do tratado, com possibilidade de extensão, desde que os Estados Unidos fizessem o mesmo. Donald Trump comentou que a ideia “parecia boa”, mas não houve resposta oficial formal dos EUA, e ele chegou a dizer que, se o tratado expirar, “expira mesmo”, prometendo negociar algo “melhor? no futuro – possivelmente incluindo a China, que se recusa a participar de acordos trilaterais por ter um arsenal bem menor (menos de 12% do americano e 11% do russo).

Sem o tratado, os dois países perdem as regras que limitam suas forças nucleares estratégicas e, principalmente, os meios de verificação mútua. Isso cria incerteza, desconfiança e risco de escalada. Especialistas alertam que tanto Rússia quanto EUA poderiam aumentar rapidamente o número de ogivas implantadas – em até 60% no caso russo e 110% no americano – apenas carregando mais ogivas nos mísseis e bombardeiros já existentes, podendo dobrar seus arsenais em pouco tempo. Sem inspeções ou dados compartilhados, cada lado tende planejando pelo pior cenário, o que alimenta uma corrida armamentista.

O fim do New START representa o término de mais de 50 anos de acordos bilaterais que controlavam as armas nucleares entre as duas maiores potências. Pela primeira vez desde os anos 1970, não haverá limites legais vinculantes nem negociações ativas em curso. Organizações como o Bulletin of the Atomic Scientists e a Federation of American Scientists advertem que isso pode acelerar uma nova era de proliferação nuclear, especialmente com tecnologias emergentes e o crescimento do arsenal chinês complicando ainda mais o cenário.

Embora o desarmamento nuclear pareça distante no momento, alguns especialistas defendem que os dois lados poderiam, pelo menos, concordar informalmente em manter os limites atuais enquanto novas conversas são preparadas. O ideal seria avançar para um acordo verificável envolvendo todas as nações com armas nucleares, cumprindo o compromisso do Tratado de Não Proliferação Nuclear de 1968 de buscar o desarmamento total. No entanto, as ações recentes – como ameaças nucleares russas e modernizações americanas – apontam para o sentido oposto. O desaparecimento desse último freio bilateral deixa o mundo mais vulnerável a mal-entendidos e escaladas perigosas.


Publicado em 06/02/2026 23h48


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Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.


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