
No estado de Taraba, no nordeste da Nigéria, comunidades do povo Tiv – um grupo étnico majoritariamente cristão – foram novamente alvo de uma onda brutal de violência
Relatos da região indicam que pelo menos 70 pessoas foram assassinadas em ataques simultâneos e altamente organizados que ocorreram em várias vilas do distrito de Takum, especialmente na área de Chanchanji.
Homens armados invadiram os povoados durante o dia, disparando contra moradores indefesos, incendiando casas, destruindo reservas de alimentos e saqueando pertences das famílias. Muitos moradores fugiram em pânico para o mato ou buscaram refúgio em comunidades vizinhas, deixando para trás tudo o que tinham. A violência atingiu também os locais de culto: cerca de 35 igrejas foram vandalizadas, com templos queimados, danificados ou completamente destruídos, e objetos religiosos profanados. Entre as vítimas estava o pastor cristão Doose Mbathembe, assassinado durante os ataques.
Uma lista parcial divulgada por líderes comunitários traz os nomes de dezenas de mortos – homens, mulheres e idosos – revelando o impacto devastador sobre famílias inteiras. Além das mortes confirmadas, há registro de pelo menos um sequestro: o morador Luper Mulega foi levado pelos agressores e, até o momento, permanece desaparecido.
Testemunhas descrevem cenas de terror, com muitos tiros ecoando pela região e os atacantes se movendo rapidamente de uma vila para outra. O que mais alarma os sobreviventes é a total ausência de forças de segurança durante os episódios, deixando a população completamente desprotegida. Após os ataques, grande parte das pessoas permanece deslocada, com medo de retornar às suas casas por receio de novas investidas, enquanto o acesso a algumas localidades continua extremamente difícil.
A comunidade local faz um apelo urgente ao governo do estado de Taraba e às autoridades federais nigerianas: é preciso enviar imediatamente policiais e militares para a região, restabelecer a segurança, investigar os crimes com rigor e adotar medidas concretas para impedir que tragédias semelhantes se repitam. Até agora, não houve qualquer pronunciamento oficial do governo estadual ou da polícia sobre os assassinatos, a destruição das igrejas ou o deslocamento forçado das famílias.
Essa nova onda de violência se insere em um padrão mais amplo de conflitos étnicos e religiosos que há anos assola o norte da Nigéria. Comunidades cristãs como os Tiv frequentemente sofrem ataques em meio a disputas por terras, rivalidades locais e tensões interétnicas, o que reforça a necessidade urgente de proteção efetiva e de ações reais para restaurar a paz nessas áreas tão vulneráveis.
Publicado em 07/02/2026 13h27
Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.
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