Ativista iraniana narges mohammadi sofre torturas nas prisões do regime

Narges Mohammadi

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Narges Mohammadi, uma corajosa ativista iraniana de 53 anos e vencedora do Prêmio Nobel da Paz em 2023, enfrenta graves violações de direitos humanos no Irã

Ela dedica sua vida à defesa dos direitos das mulheres, à luta contra a obrigatoriedade do véu islâmico e à promoção de mais liberdade e igualdade em um país marcado por forte repressão. Por causa de seu ativismo pacífico, já foi presa várias vezes desde 2009 e hoje cumpre sentenças que, no total, superam 17 anos de prisão. Mesmo atrás das grades, ela não se cala: realiza greves de fome e denuncia as injustiças que presencia.

Recentemente, a situação piorou de forma alarmante. Em dezembro de 2025, Mohammadi estava em uma licença médica temporária quando decidiu participar do funeral de Khosrow Alikordi, um advogado conhecido por defender direitos humanos. No evento, agentes de segurança à paisana a prenderam de maneira extremamente violenta. De acordo com relatos confiáveis recebidos pelo Comitê Norueguês do Nobel, ela foi espancada com bastões e pedaços de madeira, arrastada pelos cabelos – o que causou feridas abertas no couro cabeludo “, chutada na região pélvica e genital, sofrendo dores intensas que dificultam até mesmo sentar ou se movimentar. Esses abusos continuaram na prisão, onde ela permanece sem acesso adequado a cuidados médicos independentes, colocando sua vida em risco.

Um comunicado do Comitê Nobel, divulgado em 11 de fevereiro de 2026, descreveu o tratamento como horrível e exigiu sua libertação imediata, além de garantias de atendimento médico profissional. Pouco depois, em fevereiro de 2026, Mohammadi recebeu uma nova condenação: mais sete anos e meio de prisão, sob a acusação de fazer “declarações provocativas? durante o memorial. Para protestar contra a detenção arbitrária e a falta de tratamento médico, ela iniciou uma greve de fome no dia 2 de fevereiro. Seis dias depois, precisou interrompê-la porque sua saúde se deteriorou gravemente, exigindo hospitalização.

O caso gera forte indignação no mundo inteiro porque revela a brutal repressão do regime iraniano contra quem ousa discordar. Em 2025, o Irã executou mais de 2 mil pessoas – o maior número em 36 anos “, muitas delas por acusações vagas como “espionagem? ou participação em protestos. Organizações como Anistia Internacional e PEN America registram agressões constantes contra ativistas, inclusive dentro das prisões.

O que torna tudo ainda mais chocante é o contraste com decisões internacionais. No dia 10 de fevereiro de 2026, o Irã foi eleito vice-presidente da Comissão de Desenvolvimento Social da ONU, um órgão que promove democracia, igualdade de gênero e tolerância – valores que o regime ignora ao torturar pessoas como Mohammadi. Críticas nas redes sociais e em vários países apontam hipocrisia nessa escolha, especialmente após o secretário-geral da ONU ter parabenizado o Irã pela posição.

Países como a França e diversas entidades internacionais já se manifestaram preocupados, classificando a sentença como mais um ato de repressão e intimidação contra o povo iraniano.

A trajetória de Narges Mohammadi expõe como regimes autoritários tentam silenciar vozes que lutam pacificamente por direitos básicos. O Comitê Nobel reforça que sua prisão é arbitrária e injusta, e insiste na necessidade de soltá-la imediatamente, garantindo cuidados de saúde adequados. A história dela nos lembra que a defesa dos direitos humanos é uma causa de todos. Acompanhar o trabalho de organizações como o Comitê Nobel ou a Fundação Narges, compartilhar informações e manter a atenção sobre esses casos pode ajudar a pressionar por mudanças e proteger quem enfrenta tanta coragem no silêncio das prisões.


Publicado em 12/02/2026 06h12


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Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.


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