
Os arquivos Epstein representam um dos maiores conjuntos de documentos já divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) sobre um caso de crimes sexuais
Em 30 de janeiro de 2026, o DOJ publicou mais de 3 milhões de páginas adicionais – totalizando cerca de 3,5 milhões de páginas liberadas até o momento “, incluindo 180 mil imagens e 2 mil vídeos, em cumprimento à Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, sancionada em novembro de 2025. Esses materiais revelam detalhes impressionantes sobre a rede social e financeira de Jeffrey Epstein, um financista americano que, usando sua riqueza e contatos influentes, organizou por anos uma rede de tráfico sexual envolvendo dezenas de meninas menores de idade.
Epstein nasceu em 1953 no Brooklyn, Nova York. Apesar de não ter concluído a universidade, aos 21 anos lecionava física e matemática em uma escola de elite em Manhattan. Depois, com ajuda de contatos, entrou no banco de investimentos Bear Stearns, de onde saiu após irregularidades. Fundou então sua própria firma de gestão financeira para clientes ultrarricos, o que lhe permitiu acumular fortuna e construir relações com figuras poderosas da política, negócios, realeza e academia. Em 1991, conheceu Ghislaine Maxwell, filha de um magnata da mídia britânica, que se tornou sua parceira romântica e principal cúmplice.
A investigação federal começou em 2006, identificando 36 vítimas menores. Em 2007, promotores prepararam uma acusação com 60 crimes, mas um acordo secreto de não persecução, assinado pelo então procurador Alexander Acosta, concedeu imunidade a Epstein e possíveis co-conspiradores. Em 2008, ele se declarou culpado apenas de dois crimes estaduais menores, cumpriu pouco mais de um ano em regime semiaberto com saídas diárias e foi liberado cedo. Anos depois, em 2019, foi preso novamente em Nova York por tráfico sexual federal, mas morreu na cela em agosto daquele ano – oficialmente suicídio por enforcamento. Maxwell foi condenada em 2021 a 20 anos de prisão por recrutar e abusar de menores junto com ele.
O epicentro das operações era a ilha particular Little Saint James, nas Ilhas Virgens Americanas, comprada por Epstein em 1998 por 8 milhões de dólares. Isolada, acessível só por barco ou helicóptero, servia como residência principal e local central do esquema de tráfico. Ele também adquiriu a ilha vizinha, Great Saint James, em 2016. Os documentos incluem plantas da ilha, fotos, registros de entradas e viagens de barcos. Epstein possuía ainda outras propriedades luxuosas pelo mundo, como uma mansão em Nova York (vendida em 2021), um rancho no Novo México, uma casa em Palm Beach (demolida em 2021) e um apartamento em Paris.
A operação dependia de um círculo íntimo fiel. Ghislaine Maxwell recrutava vítimas. O agente de modelos francês Jean-Luc Brunel, financiado por Epstein, também ajudava no recrutamento e morreu na prisão em 2022 antes de julgamento. Advogado pessoal Darren Indyke, contador Richard Kahn e outros assessores financeiros e assistentes pessoais coordenavam finanças, viagens e logística – muitos mencionados em testamentos ou investigações.
Os arquivos mencionam nomes de elite em e-mails, fotos e mensagens: ex-presidentes como Bill Clinton (com fotos antigas), Bill Gates (e-mails desde 2013), o príncipe Andrew (com alegações revisadas pela polícia britânica), ex-primeiro-ministro israelense Ehud Barak, Elon Musk (e-mails sobre viagens, negadas por ele), Richard Branson, entre muitos outros como Les Wexner (principal benfeitor financeiro), Noam Chomsky, Deepak Chopra e figuras políticas e empresariais globais. Ser citado não significa culpa automática – muitos contatos eram sociais ou profissionais.
Para acessar tudo isso de forma prática, o local oficial é o site do Departamento de Justiça: https://www.justice.gov/epstein. Lá existe uma barra de busca para a “Epstein Library” completa, permitindo procurar por palavras-chave em todo o material liberado. Os arquivos estão divididos em 12 conjuntos de dados:
Os conjuntos 1 a 8 reúnem a maior parte dos resumos de entrevistas do FBI e relatórios policiais de Palm Beach entre 2005 e 2008 – ideais para entender as primeiras investigações. O conjunto 9 traz e-mails, incluindo correspondências privadas de Epstein com pessoas influentes e discussões internas do DOJ sobre o acordo de 2008. O conjunto 10 contém as 180 mil imagens e 2 mil vídeos apreendidos nas propriedades, mas muitos estão fortemente censurados (com áreas pretas) para proteger vítimas, o que gerou críticas por possivelmente ocultar mais do que revelar. O conjunto 11 inclui registros financeiros, manifestos de voos para a ilha e documentos de apreensões de bens. O conjunto 12 traz produções tardias e suplementares que exigem análise legal mais detalhada.

Navegar por milhões de páginas pode parecer impossível, mas há estratégias simples. Comece pela busca geral no site do DOJ: digite nomes, datas, palavras como “flight log”, “island”, “Maxwell” ou “interview” para filtrar resultados relevantes. Se souber o número de um documento ou data aproximada, refine a pesquisa. Muitos usam ferramentas de IA gratuitas (como ChatGPT, Grok, Claude ou Gemini) para acelerar: copie trechos longos de PDFs e peça à IA para resumir o conteúdo, destacar nomes mencionados, identificar padrões (como datas de viagens) ou explicar termos jurídicos. Por exemplo, envie um relatório de entrevista e pergunte: “Resuma quem foi entrevistado, o que disse sobre Epstein e liste qualquer nome de vítima ou cúmplice”. Isso ajuda a processar volumes enormes rapidamente, desde que você verifique sempre as fontes originais. Outra dica é baixar PDFs em lotes (o site permite downloads) e usar programas como Adobe Acrobat ou leitores com OCR para tornar textos escaneados pesquisáveis.
Esses arquivos continuam gerando debates diários, com jornalistas e cidadãos analisando o material. Embora nem tudo esteja liberado (o DOJ identificou 6 milhões de páginas potenciais, mas reteve parte por proteção a vítimas ou material sensível), o que já saiu expõe a extensão impressionante da rede de Epstein e levanta questões sobre como o sistema lidou com o caso por tanto tempo.
Publicado em 13/02/2026 12h48
Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.
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