
O Parlamento Europeu aprovou, no dia 12 de fevereiro de 2026, uma resolução forte condenando a repressão sistemática promovida pelas autoridades iranianas contra manifestantes e a sociedade civil durante os recentes distúrbios no país
Os parlamentares europeus alertaram que as mortes registradas nesses protestos podem configurar crimes contra a humanidade.
De acordo com a resolução, aprovada com 524 votos a favor, apenas três contra e 41 abstenções, o número de mortos na onda de manifestações de janeiro pode ter chegado a cerca de 35 mil pessoas. O texto pede que órgãos independentes da ONU documentem as supostas atrocidades, preservando provas para eventuais processos judiciais no futuro. Ele exige o fim imediato da violência contra civis, incluindo detenções arbitrárias, desaparecimentos forçados e torturas, e solicita que o governo iraniano pare de perseguir médicos e profissionais de saúde que atendem feridos dos protestos.
O Parlamento reafirmou seu apoio ao povo iraniano, reconhecendo-o como a única fonte legítima de soberania no país. Pediu ainda que a União Europeia amplie sanções direcionadas contra responsáveis pela repressão, crie mecanismos para ajudar as famílias de presos políticos e impeça o que chamou de “diplomacia de reféns? praticada pelo Irã. O Corpo de Guardas Revolucionários Islâmicos (IRGC), já classificado como organização terrorista pela UE, foi apontado como peça central nessa repressão. A resolução também cobrou a libertação imediata de presos, com destaque para ativistas mulheres, como a laureada com o Nobel da Paz Narges Mohammadi, e condenou a opressão contínua contra mulheres e minorias.
Essa posição surge em um momento de grande tensão no Irã, após uma revolta em janeiro considerada por muitos como o episódio mais sangrento da história recente do país, com relatos apontando mais de 36 mil mortes em poucos dias. No dia 11 de fevereiro, data do 47º aniversário da Revolução Islâmica de 1979, o governo organizou manifestações oficiais com fogos de artifício, bandeiras e símbolos de força, incluindo caixões representando comandantes militares americanos. Enquanto isso, em vários bairros, ecoavam gritos contra o Líder Supremo Ali Khamenei.
O presidente Masoud Pezeshkian acusou os manifestantes de sabotagem e violência, mas reconheceu insatisfações populares e disse que o governo está disposto a ouvir o povo, mantendo, porém, lealdade absoluta ao líder supremo e defendendo as “linhas vermelhas? em temas como o programa nuclear, mísseis e apoio a grupos armados na região.
Um sindicato de professores divulgou a morte de pelo menos 200 estudantes nos protestos, publicando nomes e histórias para combater o silêncio imposto pelo governo. Casos como o de adolescentes baleados na cabeça ou no peito chocaram a opinião pública, com famílias relatando pressões para não falarem sobre as perdas.
O artigo também menciona o apoio chinês à censura digital no Irã há anos, com empresas como Huawei e Hikvision ajudando construindo um sistema de vigilância e bloqueio de internet, similar ao modelo chinês. Durante os protestos de janeiro, o governo chegou a desligar a internet em todo o país por vários dias, dificultando a comunicação e o acesso a serviços essenciais.
Por fim, no mesmo dia 11 de fevereiro, autoridades detiveram vários reformistas e opositores moderados, acusando-os de colaboração com “propaganda inimiga? e conivência com Estados Unidos e Israel. A resolução europeia representa, portanto, uma mensagem clara de solidariedade ao povo iraniano e de repúdio à repressão em curso.
Publicado em 14/02/2026 04h40
Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.
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