A maior fraude bancária da história do país

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O Escândalo do Banco Master revela uma das maiores crises já enfrentadas pelo sistema financeiro brasileiro, marcada por fraudes bilionárias, suspeitas de lavagem de dinheiro e um intenso embate institucional que abala a credibilidade de órgãos como o Banco Central, o STF e o TCU

Tudo começou a ganhar contornos dramáticos em novembro de 2025, quando o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, um banco de médio porte controlado pelo empresário Daniel Vorcaro. A medida veio após a Polícia Federal apontar indícios robustos de um esquema fraudulento que envolveu a venda de carteiras de crédito falsas ou sem lastro real, principalmente em uma operação com o Banco de Brasília (BRB), no valor estimado de R$ 12,2 bilhões. Essas carteiras eram usadas para maquiar a real situação financeira do banco, que pagava juros muito altos em CDBs para atrair investidores, mas não tinha recursos suficientes para honrar os compromissos.

O caso, que o ministro da Fazenda Fernando Haddad chegou a descrever como possivelmente a maior fraude bancária da história do país, levou à prisão de Vorcaro e desencadeou a Operação Compliance Zero da PF. As investigações revelaram um complexo esquema de movimentação de recursos por meio de fundos de investimento, empresas interpostas e supostos desvios, com valores que podem superar os R$ 12 bilhões iniciais. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) precisou se preparar para cobrir cerca de R$ 41 bilhões a aproximadamente 1,6 milhão de investidores afetados – o maior resgate já registrado em sua história.


O jornalista William Waack, em sua análise no programa “Análise WW”, destacou que o episódio transmite uma sensação geral de podridão política, com falta de pudor e atrevimento em níveis nunca antes vistos. Ele apontou que o banco teria sobrevivido por anos graças à compra de influência em instituições-chave da República, o que permitiu que as irregularidades se prolongassem até o escândalo explodir. Waack criticou especialmente a atuação do STF e do TCU no caso, questionando por que esses órgãos estariam se envolvendo de forma tão intensa na investigação e na tentativa de questionar ou revisar a decisão técnica do Banco Central. Para ele, isso acelera a perda de confiança nas instituições, criando a impressão de que elas seriam usadas como ferramentas de pressão política contra a autoridade monetária.

O Supremo Tribunal Federal assumiu o comando das apurações sob sigilo máximo, a pedido do ministro Dias Toffoli, o que gerou críticas pela falta de transparência. Reportagens também mencionaram possíveis conexões pessoais e contratuais entre figuras ligadas ao banco e ministros ou familiares, incluindo contratos advocatícios e reuniões. Já o TCU chegou a determinar uma inspeção no Banco Central para avaliar se a liquidação foi precipitada, medida que provocou forte reação do mercado financeiro em defesa da independência do BC. Apesar das tensões, houve avanços recentes: o TCU e o Banco Central chegaram a um acordo para uma inspeção conjunta, o que ajudou a aliviar parte do conflito.

Outros bancos, como o BRB, acabaram envolvidos indiretamente. A tentativa de aquisição do Master pelo banco brasiliense, avaliada em R$ 2 bilhões, foi barrada pelo BC justamente por causa das suspeitas sobre as carteiras de crédito vendidas. Grandes instituições como Itaú e Bradesco não aparecem diretamente no núcleo da fraude, mas o caso expôs fragilidades regulatórias que permitiram ao Master operar por tanto tempo oferecendo rendimentos irreais, além de apontar o uso de influenciadores para atacar o Banco Central e defender a instituição.

No fim das contas, o que começou como um problema de um banco privado se transformou em uma crise de confiança nas instituições brasileiras. Apesar das pressões, especialistas consideram a liquidação do Master como tecnicamente irreversível, e as investigações seguem para tentar esclarecer toda a extensão das fraudes, identificar responsabilidades e recuperar o máximo possível de recursos desviados. O episódio serve como alerta sobre os riscos de quando influência política e financeira se misturam de forma tão próxima.


Publicado em 15/01/2026 07h00


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Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.


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