Fundo de investimentos ligado à família de Toffoli transfere R$ 33,9 milhões para um paraíso fiscal

Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli

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Um fundo de investimentos ligado à família do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli transferiu recentemente R$ 33,9 milhões para uma empresa offshore registrada nas Ilhas Virgens Britânicas, um conhecido paraíso fiscal

O caso envolve o Arleen Fundo de Investimentos, que encerrou suas atividades ao transferir todos os seus ativos para a Egide I Holding, uma offshore criada em março de 2025. Essa movimentação aconteceu em dezembro de 2025 e chamou atenção por causa de uma valorização impressionante das cotas do fundo: em apenas um mês, o valor unitário delas saltou de R$ 1,51 para R$ 679,13, o que representa um aumento de quase 45.000%. Com essa nova cotação, o total transferido para a offshore chegou a R$ 33,9 milhões.

O fundo Arleen havia sido criado em junho de 2021 e seu primeiro grande investimento foi a compra de ações da Tayayá Administração e Participações Ltda., empresa responsável pelo resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro, no Paraná. Esse mesmo empreendimento tinha participação de irmãos do ministro Dias Toffoli, que adquiriram 33% do resort cerca de seis meses antes da entrada do fundo.

A administradora do Arleen era a Reag Investimentos, empresa que o Banco Central decretou em liquidação no dia 15 de janeiro de 2026, por suspeitas de envolvimento em irregularidades financeiras junto ao Banco Master. A Polícia Federal investiga se estruturas como essa eram usadas para comprar ativos de pouco valor e depois inflar artificialmente seu preço, simulando grandes lucros.

Há conexões adicionais: o empresário Fabiano Zettel, que é cunhado do controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, já teve fundos com participação no mesmo resort Tayayá, embora ele tenha afirmado que saiu dessas operações em 2022. Documentos mostram ainda que o Arleen chegou a comprar ações da própria offshore Egide I Holding por R$ 11,5 milhões, valor bem acima da estimativa de mercado daqueles ativos, que seria de cerca de R$ 1,9 milhão.

O ministro Dias Toffoli é o relator no STF do processo que envolve o Banco Master. Recentemente, ele tomou a decisão de reduzir de seis para dois dias o prazo para a Polícia Federal ouvir os investigados no caso.

Essas informações aparecem em reportagem do Jornal da Cidade Online, com base em registros do portal i-BVI (que acompanha empresas nas Ilhas Virgens Britânicas), dados do Banco Central e investigações da Polícia Federal.


Publicado em 21/01/2026 01h14


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Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.


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