
No sábado, dia 24 de janeiro, o Partido Comunista Chinês anunciou, de maneira surpreendente e acelerada, investigações por “graves violações de disciplina e lei” contra dois dos mais poderosos generais do país: Zhang Youxia, vice-presidente da Comissão Militar Central e membro do Politburo, e Liu Zhenli, chefe do Departamento de Estado-Maior Conjunto e também integrante da comissão
Esses dois homens ocupavam posições cruciais no comando do Exército de Libertação Popular e eram vistos como pilares do controle pessoal de Xi Jinping sobre as Forças Armadas.
O que chama atenção é a rapidez da ação. Diferentemente de casos anteriores, em que as autoridades demoravam meses para confirmar investigações, aqui o anúncio veio quase imediatamente após o desaparecimento público dos generais – Zhang não aparecia desde uma cerimônia de promoções em dezembro de 2025. Essa velocidade sugere que Xi agiu de forma preventiva e decisiva para eliminar uma ameaça percebida no coração do aparato militar.
Do ponto de vista conservador, isso expõe a instabilidade crônica do regime comunista chinês. Longe de demonstrar força absoluta, a purga de figuras tão próximas e confiáveis – Zhang era considerado um aliado de longa data de Xi – revela paranoia, desconfiança generalizada e lutas internas ferozes no topo do Partido. Analistas independentes e vozes no exílio relatam que a operação foi muito maior do que parece: pelo menos mais uma dúzia de oficiais de alto escalão foram detidos em ações coordenadas, com unidades de segurança de elite mobilizadas, restrições severas de comunicação e movimento nas forças armadas – um clima de tensão que alguns comparam ao mais grave desde a fundação do regime em 1949.
Há fortes indícios de que Zhang e Liu teriam participado ou sido acusados de tramar contra Xi, possivelmente sob o pretexto de “salvar o Partido” de sua liderança cada vez mais autoritária. Uma traição interna – alguém do círculo próximo que delatou o grupo para ganhar favores – parece ter sido o estopim. Essa narrativa de golpe frustrado ou facção opositora eliminada não soa como mera corrupção rotineira, mas como sinal de rachas profundos no núcleo duro do poder.
Para quem valoriza a estabilidade e a ordem, o episódio é alarmante. Xi pode até estar consolidando poder no curto prazo ao remover potenciais rivais, mas purgas sucessivas e incessantes minam a coesão e a lealdade das Forças Armadas – exatamente o oposto do que um regime autoritário precisa para se manter forte. Um exército desconfiado e constantemente vigiado perde eficiência operacional e moral de combate.
No cenário internacional, especialmente no Estreito de Taiwan, o risco aumenta. A remoção de generais experientes e mais moderados pode empurrar Xi a apostas agressivas para forçar a “unificação” com Taiwan, usando o nacionalismo como distração para crises internas. Ao mesmo tempo, o caos no comando militar chinês pode enfraquecer sua capacidade real de executar uma operação de grande escala, criando uma janela de vulnerabilidade – algo que nações democráticas, como Estados Unidos e aliados, devem observar com atenção redobrada.
No fundo, essa purga reforça uma verdade inconveniente: o sistema do Partido Comunista Chinês é intrinsecamente instável, baseado em medo, suspeita e luta pelo poder absoluto. Não importa quem vença essas disputas sangrentas no topo – o regime continuará opressor, sem liberdade, sem accountability e sem perspectiva de mudança genuína para o povo chinês. Enquanto Xi governa por meio de terror interno, o mundo livre tem a responsabilidade de permanecer vigilante e firme contra as ambições expansionistas de um regime que, apesar da propaganda, mostra cada vez mais rachaduras.
Publicado em 26/01/2026 05h16
Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.
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