Até deputadas da esquerda estão pedindo o afastamento de Toffoli no inquérito do Banco Master

Toffoli – Imagem via Agência Brasil

#Banco Master 

Um grupo de deputadas federais alinhadas à esquerda, incluindo Heloísa Helena, da Rede do Rio de Janeiro, Fernanda Melchionna e Sâmia Bomfim, ambas do PSOL de São Paulo e Rio Grande do Sul, respectivamente, apresentou uma representação à Procuradoria-Geral da República solicitando o afastamento do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, da relatoria do inquérito que investiga irregularidades no Banco Master

Essa iniciativa, que marca a primeira ação do tipo vinda de parlamentares progressistas, surge em meio a crescentes questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse envolvendo o ministro e figuras ligadas ao banco, que foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central no final de 2025 após acusações de fraudes bilionárias. As deputadas argumentam que Toffoli tem conexões pessoais com investigados, o que comprometeria sua imparcialidade no processo, e defendem a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito para aprofundar as apurações e tornar o caso mais transparente para a sociedade.

O Banco Master, controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, tornou-se centro de um escândalo que abala não apenas o sistema financeiro, mas também instituições como o STF. A investigação começou com o Banco Central identificando um esquema de fraudes que envolvia operações irregulares, levando à prisão temporária de Vorcaro e à transferência do caso para a Polícia Federal e o Ministério Público. No entanto, em novembro de 2025, a defesa de Vorcaro recorreu ao STF alegando menção a um deputado com foro privilegiado, o que fez o inquérito cair sob a relatoria de Toffoli por sorteio. Desde então, o ministro tomou decisões que geraram controvérsias, como decretar alto grau de sigilo sobre o processo, restringir o acesso de parlamentares e servidores da PF a provas apreendidas, e nomear peritos específicos para analisar dispositivos eletrônicos, ações interpretadas por críticos como tentativas de controlar o fluxo de informações. Além disso, reportagens revelaram que Toffoli viajou em um jatinho particular ao lado de um advogado ligado ao banco para assistir a um jogo de futebol no Peru, o que levantou suspeitas de proximidade indevida.

As alegações de conflito de interesse vão além, envolvendo familiares do ministro. A esposa de Toffoli, Roberta Rangel, manteve no passado uma sociedade empresarial com Walfrido Wardi, advogado de Vorcaro, uma ligação que, embora anterior aos fatos investigados, ganha relevância no contexto atual. Outra conexão surge com a cunhada de Toffoli, que admitiu não ter capacidade financeira para um negócio imobiliário ligado a investigados no esquema, reforçando indícios de incompatibilidades patrimoniais e possíveis beneficiários ocultos.

Essas revelações, publicadas em veículos como a Agência Pública e a Gazeta do Povo, intensificaram as críticas à conduta de Toffoli, que já acumula histórico de decisões polêmicas no STF, como anulações de condenações e suspensões de investigações desde o caso do Mensalão. Em defesa, o ministro divulgou uma nota afirmando que assumiu o caso por sorteio e que considera devolver o processo à primeira instância após o fim das apurações, mas omitiu esclarecimentos sobre as restrições a provas e as nomeações de peritos, o que ampliou o desconforto entre seus pares no tribunal e na comunidade jurídica.

Diante desse cenário, as deputadas enfatizam que a representação à PGR é um dever parlamentar, mas insuficiente para desvendar completamente as irregularidades. Elas insistem na instalação de uma CPMI do Banco Master, argumentando que essa comissão permitiria uma investigação didática e pública, evitando que relações promíscuas entre poder judiciário, financeiro e político se repitam no país. Essa demanda ecoa preocupações mais amplas sobre a desordem jurídica no Brasil, onde disputas por protagonismo entre instituições como MP, PF e Judiciário prolongam investigações e minam a confiança pública. O caso, que já motivou debates internos no STF sobre possíveis afastamentos temporários de Toffoli por motivos de saúde, destaca a urgência de maior transparência para preservar a integridade das instituições.


Publicado em 03/02/2026 04h23


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Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.


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