
O país obteve 35 pontos em uma escala que vai de 0 a 100 – quanto maior a pontuação, menor é a percepção de corrupção no setor público
Com essa nota, o Brasil ocupou a 107ª posição entre 182 países e territórios avaliados no levantamento de 2025. Esse resultado representa a segunda pior marca da série histórica do índice, que começou em 2012, e mostra praticamente nenhuma melhora em relação ao ano anterior, quando foram registrados 34 pontos. A pequena variação de um ponto é considerada estatisticamente insignificante pelos especialistas, o que indica uma clara estagnação no esforço contra a corrupção desde meados da década de 2010.
A pontuação brasileira fica bem abaixo da média mundial e da média das Américas, ambas em 42 pontos. Isso significa que, na visão de especialistas e empresários consultados para o índice, o Brasil é visto como um lugar onde a corrupção no setor público ainda é percebida como um problema sério e persistente.
No topo do ranking, aparecem países que são referência em transparência e integridade, como a Dinamarca (com 89 pontos), a Finlândia (88 pontos) e Cingapura (84 pontos). Já na parte mais baixa da lista estão nações marcadas por conflitos, instabilidade ou regimes autoritários, como Somália, Sudão do Sul, Venezuela e outros com pontuações abaixo de 15 pontos.
A Transparência Internacional destaca que o Brasil enfrenta desafios graves, como o avanço do crime organizado dentro das instituições do Estado, casos de grande corrupção envolvendo órgãos públicos e o sistema financeiro, além de um aumento expressivo nas emendas parlamentares – que ultrapassaram R$ 60 bilhões no orçamento recente. Esses recursos, muitas vezes distribuídos com pouca transparência, são apontados como uma forma de captura do orçamento público por interesses privados ou políticos.
A organização também menciona preocupações com a independência das investigações e a necessidade de maior controle sobre o uso de dinheiro público, além de regras mais claras para o lobby e nomeações baseadas em critérios técnicos. Apesar de alguns avanços pontuais, como operações contra lavagem de dinheiro, o quadro geral mostra que o país não conseguiu avançar de forma consistente no combate à corrupção nos últimos anos.
O relatório reforça que a percepção de corrupção piorou em várias democracias ao redor do mundo, mas o caso brasileiro chama atenção pela falta de progresso sustentado, o que prejudica a confiança nas instituições e o desenvolvimento do país.
Publicado em 10/02/2026 13h34
Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.
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