CPI do crime organizado enfrenta barreiras em investigações contra ministros do STF

Dias Toffoly – Agência Brasil

#CPI 

No cenário político brasileiro, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, instalada no Senado para investigar facções criminosas e milícias, tem se deparado com obstáculos significativos ao tentar avançar em requerimentos que envolvem figuras proeminentes do Supremo Tribunal Federal (STF)

Recentemente, o foco se voltou para conexões suspeitas com o Banco Master, uma instituição financeira implicada em transações ilícitas, incluindo lavagem de dinheiro e fraudes. O senador Alessandro Vieira, do Sergipe, apresentou pedidos para convocar e quebrar o sigilo de familiares dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, mas esses requerimentos estão paralisados, gerando acusações de uma “operação blindagem” orquestrada para proteger interesses poderosos.

Tudo começou com revelações sobre o Banco Master, cujo dono, Daniel Vorcaro, é alvo de investigações por supostas irregularidades financeiras. No caso de Toffoli, os holofotes se voltam para seus irmãos, proprietários do resort Tayayá, um local frequentado pelo ministro que teria recebido recursos de Fabiano Zettel, outro investigado pela Polícia Federal. Já para Moraes, a atenção recai sobre sua esposa, Viviane Barci de Moraes, que firmou um contrato milionário de R$ 129 milhões com o banco, levantando questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse e influência no Judiciário. Esses detalhes emergiram em meio a uma operação que expôs como recursos supostamente ilícitos circulavam por meio de contratos de advocacia e negócios imobiliários, conectando parentes de ministros a essas atividades.


O presidente da CPI, o senador Fabiano Contarato, do PT do Espírito Santo, optou por não convocar sessões nas últimas semanas, incluindo a de 10 de fevereiro de 2026, alegando restrições para reuniões semipresenciais antes do Carnaval, conforme orientação da Presidência do Senado. Essa é a segunda semana consecutiva sem avanços, adiando depoimentos importantes, como os dos governadores Ibaneis Rocha, do Distrito Federal, e Cláudio Castro, do Rio de Janeiro. Para a oposição, liderada por nomes como Flávio Bolsonaro, do PL, essa paralisia não é mero acaso, mas uma estratégia deliberada para “esfriar” o tema e evitar escrutínio sobre o que chamam de “mecanismo” que une o Planalto ao Judiciário. Eles argumentam que, se não há nada escondendo, por que impedir as convocações e quebras de sigilo?

Advogados e analistas, como Jeffrey Chiquini, um criminalista que se manifestou publicamente em redes sociais, reforçam essa visão, afirmando que o Senado está “blindando” Moraes e Toffoli no caso Master. Em um vídeo divulgado em 11 de fevereiro de 2026, Chiquini destacou como esses travamentos representam uma vergonha para o sistema, ecoando o sentimento de que o crime organizado pode estar infiltrado em esferas altas do poder. A oposição vê nisso uma oportunidade para pressionar por transparência, especialmente com as eleições de 2026 se aproximando, posicionando a CPI como um divisor de águas no Legislativo.

Apesar de uma maioria teórica no colegiado para aprovar os requerimentos, a composição da comissão, que inclui membros do Centrão, pode levar a rejeições ou até trocas de vagas para barrar as investigações. Contarato não se pronunciou sobre as críticas, deixando o cenário indefinido. Enquanto isso, a sociedade observa atenta, questionando se a CPI cumprirá seu papel de combater o crime ou se tornará mais um instrumento de proteção aos poderosos. O futuro das investigações depende da retomada dos trabalhos após o recesso, mas o episódio já revela as tensões entre os poderes e a luta por accountability em um país marcado por escândalos.


Publicado em 11/02/2026 17h56


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Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.


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