
O clima nos bastidores do Supremo Tribunal Federal está extremamente tenso e marcado por muita desconfiança entre os ministros
Tudo começou com a suspeita de que o ministro Dias Toffoli teria gravado de forma clandestina uma sessão secreta da Corte, capturando conversas reservadas entre seus colegas.
O estopim dessa crise foi a decisão que tirou Toffoli da relatoria de um importante processo bilionário envolvendo o Banco Master. Agora, o caso passou para as mãos do ministro André Mendonça. A divulgação de trechos literais de falas ocorridas nessa reunião fechada gerou perplexidade e indignação no tribunal, com vários ministros acreditando que foram registrados sem autorização.
Toffoli negou veementemente ter feito qualquer gravação, afirmando que a acusação é completamente falsa e que nunca gravou conversas institucionais ou pessoais em sua vida. Mesmo assim, o episódio abalou o ambiente interno do STF, criando um clima de insegurança e tensão entre os integrantes da Corte.
Paralelamente a essa polêmica, outros assuntos preocupantes aparecem no noticiário: mais de 200 indústrias brasileiras estariam migrando para o Paraguai, atraídas pela Lei de Maquila, que oferece custos até 40% menores, o que representa um golpe duro para a economia do país. Há quem brinque que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, estaria se tornando “o melhor ministro da Economia que o Paraguai já teve”.
Além disso, o Senado já recebeu o 80º pedido de impeachment contra ministros do Supremo, sinalizando que o cerco político em torno da Corte continua se apertando.
Para discutir esse cenário delicado e cheio de desdobramentos, o Jornal da Cidade Online realizou uma transmissão ao vivo com convidados como o deputado federal Mauricio Marcon, o advogado André Marsiglia e os jornalistas José Carlos Bernardi e Barbara Kogos. A live convida o público a assistir, compartilhar e apoiar o jornalismo independente para acompanhar de perto essas questões que afetam diretamente as instituições brasileiras.
Gilmar Mendes: “Eu acho que o que está por trás disso é que o ministro Toffoli tomou algumas decisões ao longo do seu tempo nesse caso Master aqui no STF que contrariaram a Polícia Federal. E a Polícia Federal quis revidar”.
Carmén Lúcia: “Todo taxista que eu pego fala mal do Supremo. A população está contra o Supremo”. Disse ainda que, apesar de ter “confiança” em Toffoli, era necessário “pensar na institucionalidade”.
Luiz Fux: “O ministro Toffoli para mim tem fé pública. Meu voto é a favor dele. Acabou. Eu não sei o que vocês estão discutindo”.
Nunes Marques: “Para mim, isso é um nada jurídico. Isso é um absurdo: o juiz lá do interior passará sendo comandado pelo delegado local se aceitarmos esse tipo de situação. Acabou o Poder Judiciário do Brasil. O Fachin não pode colocar em votação a arguição. Minha sugestão é que o ministro relator do processo faça uma proposição dizendo que não é impedido nem suspeito e coloque os argumentos dele diante do que foi apresentado e a gente vota. E pelo que vi aqui, ele vai ter maioria. O ideal seria unanimidade, presidente. Mas estou falando mais sobre encaminhamento, pois do mérito eu não tenho dúvida”
André Mendonça: “Tem uma questão sobre o que é descrito como relação íntima do ministro Toffoli”. Em seguida: “Isso não existe. Está aqui claro que não existe: relação íntima em 6 anos só com 6 minutos de conversa? Como disse o ministro Fux, a palavra do ministro Toffoli tem fé pública. Então, isso está descartado”
Cristiano Zanin: “Sou há 1 ano e meio relator de um caso que envolve 3 ministros do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e a Polícia Federal até hoje mandou para mim muito menos informação do que essas 200 páginas, com fotos de satélite, cruzamento de celulares? Isso aqui tudo é nulo”.
Flávio Dino: “Essas 200 páginas [de relatório da PF] para mim são um lixo jurídico. Não adianta discutir esse lixo jurídico. A crise hoje é política, presidente [Fachin]. Em 2035, se Deus me der saúde, eu quero estar nesta cadeira. E esta cadeira tem bônus e ônus. Eu acho que não adianta pensar nesta cadeira só nos bônus. Eu acho, sr. presidente, que o sr. deveria ter resolvido isso dentro da institucionalidade da presidência”.
Publicado em 13/02/2026 22h14
Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.
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