
Sabrina Bittencourt, uma ativista brasileira de 38 anos, cometeu suicídio em sua casa em Barcelona, na Espanha, onde vivia sob proteção após receber diversas ameaças de morte
A morte ocorreu em um sábado à noite, e ela deixou uma carta de despedida explicando os motivos que a levaram a essa decisão extrema.
Sabrina era uma das principais vozes na luta contra abusos sexuais cometidos por líderes espirituais. Ela ajudou reunindo e divulgar depoimentos de centenas de mulheres que acusaram João Teixeira de Faria, o médium conhecido mundialmente como João de Deus, de graves crimes. Segundo as denúncias que ela ajudou a organizar, o curador mantinha uma rede de exploração sexual em Goiás, envolvendo meninas e mulheres que seriam mantidas em cativeiro por anos. Muitas delas teriam sido forçadas a engravidar para que os bebês fossem vendidos no mercado negro internacional, com valores altos em países como Europa, Estados Unidos e Austrália. Além disso, mais de 600 mulheres relataram terem sofrido abusos sexuais durante as chamadas sessões de cura espiritual.
As revelações ganharam força no final de 2018, quando as acusações explodiram na mídia e levaram à prisão de João de Deus no Brasil. Ele, então com 77 anos, enfrentava múltiplas denúncias de estupro, estupro de vulneráveis e outros crimes sexuais. O caso chamou atenção internacional especialmente porque o médium havia recebido fama global anos antes, inclusive após uma entrevista com a apresentadora Oprah Winfrey em seu centro em Abadiânia.
Sabrina trabalhava com o grupo Vítimas Unidas, que dá apoio a mulheres vítimas de violência sexual. Apesar de estar exilada e protegida na Espanha, ela continuava recebendo ameaças constantes, o que a obrigava mudando de residência com frequência. Seu filho Gabriel confirmou a morte em uma publicação emocionada nas redes sociais, dizendo que a mãe “deu o último passo para que pudéssemos viver? e que “eles mataram minha mãe”. O grupo Vítimas Unidas divulgou uma nota oficial lamentando a perda e pedindo respeito à privacidade da família, já que alguns filhos ainda não tinham sido informados.
O suicídio de Sabrina chocou muita gente que acompanhava sua luta corajosa. Ela dedicou anos da vida combatendo redes de abuso, inclusive tendo sofrido violências na própria história pessoal desde a infância. Sua morte trouxe ainda mais luz para a gravidade das denúncias contra João de Deus e para os riscos que enfrentam quem ousa confrontar poderosas estruturas de exploração.
Publicado em 17/02/2026 00h02
Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.
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