
O ministro Luiz Edson Fachin, que atualmente preside o Supremo Tribunal Federal, tomou uma decisão importante neste sábado (21 de fevereiro de 2026): ele anulou e arquivou de vez a investigação que a Polícia Federal conduzia sobre o ministro Dias Toffoli no chamado caso Master
Essa determinação é definitiva, ou seja, não cabe mais recurso.
Fachin era o responsável por analisar uma ação chamada “arguição de suspeição” contra Toffoli (processo número AS 244, que tramitava em sigilo). A suspeita surgiu porque a Polícia Federal apontou possíveis ligações e negócios entre Toffoli e o Grupo Master, empresa envolvida em uma grande fraude bilionária no sistema financeiro.
Diante das informações trazidas pela PF diretamente a Fachin, Toffoli acabou renunciando à relatoria do processo principal sobre o caso Master, justamente para evitar questionamentos sobre conflito de interesses. No entanto, uma reunião reservada dos ministros do Supremo, realizada na véspera do Carnaval, mudou o rumo da situação.
Por unanimidade, os integrantes do STF decidiram rejeitar formalmente aquela suspeição levantada pela Polícia Federal. Ao mesmo tempo, eles reconheceram que todos os atos já realizados por Toffoli na condução do caso eram plenamente válidos. Com isso, Fachin cumpriu o acordo interno da Corte e extinguiu o procedimento contra o colega.
Duas consequências principais chamam a atenção. Primeiro, ao validar os atos de Toffoli e rejeitar a suspeição, os dez ministros do Supremo passam, na prática, a compartilhar a responsabilidade sobre o andamento da investigação da fraude bilionária – um esquema que, segundo as apurações, contou com uma ampla rede de apoio político envolvendo o governo, o Congresso e o próprio Judiciário, articulada pelos donos do grupo.
A segunda consequência é que Toffoli, embora tenha sido afastado da relatoria por causa das suspeitas, continua participando do julgamento: ele perdeu o papel de relator, mas mantém o direito de votar nas decisões do processo.
Essa resolução reflete uma tentativa da Corte de fechar questão internamente sobre o episódio e seguir em frente com o caso Master, apesar das polêmicas envolvendo um de seus membros.
Resumindo de forma simples: o STF arquivou de vez qualquer investigação ou apuração específica da PF direcionada a Toffoli nesse episódio. Não há mais espaço para a Polícia Federal prosseguir com diligências ou quebras de sigilo visando ele pessoalmente por causa dessas suspeitas levantadas no contexto do Master. A Corte tratou o assunto como resolvido internamente, sem abertura para recursos ou continuidade dessa linha de apuração contra o ministro.
Publicado em 22/02/2026 20h56
Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.
Artigos originais:
- https://veja.abril.com.br/coluna/jose-casado/fachin-anula-investigacao-da-policia-federal-sobre-toffoli-e-grupo-master/
- https://sbtnews.sbt.com.br/colunas/coluna-da-basilia/fachin-arquiva-investigacao-da-pf-sobre-suspeicao-de-toffoli-no-caso-master-apos-acordo-entre-ministros-da-corte
- https://g1.globo.com/fantastico/video/master-fachin-oficializa-arquivamento-de-processo-que-discutia-suspeicao-de-toffoli-14370023.ghtml
- https://robsonpiresxerife.com/revista-veja-fachin-anula-investigacao-da-policia-federal-sobre-toffoli-e-grupo-master/
