
No discurso do Estado da União que fez na noite de terça-feira, 24 de fevereiro de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou que o Irã está desenvolvendo mísseis avançados que, em breve, poderão alcançar o território americano
Ele explicou que o governo iraniano já criou mísseis capazes de ameaçar a Europa e bases militares dos Estados Unidos no exterior, e agora trabalha para produzir armas ainda mais poderosas, com alcance suficiente para chegar aos EUA.
O aviso veio pouco antes do início de novas negociações entre Teerã e Washington, marcadas para acontecer em Genebra, sobre o polêmico programa nuclear iraniano e o crescimento do arsenal de mísseis do país.
Trump reforçou que os iranianos foram advertidos para não tentar reconstruir seu programa de armas, especialmente as nucleares, mas, segundo ele, eles ignoram os alertas e continuam perseguindo objetivos perigosos. Ele deixou claro que os Estados Unidos jamais permitirão que a República Islâmica consiga uma arma nuclear – uma declaração que provocou aplausos de parlamentares dos dois partidos, que se levantaram em apoio.
O presidente mencionou que as conversas com o Irã estão em andamento, mas alertou que os Estados Unidos estão prontos para agir se for preciso. Nas últimas semanas, ele tem destacado o reforço militar americano na região, com dois porta-aviões e vários navios de guerra posicionados perto do Irã, algo que analistas comparam a grandes operações militares do passado, com aviões de combate e capacidade de ataque preparados.
Trump disse que o Irã quer fazer um acordo, mas que ainda não ouviu deles as palavras decisivas: “nunca teremos arma nuclear”.
No mesmo discurso, ele falou sobre a repressão violenta no Irã. Segundo Trump, nos últimos meses, durante os grandes protestos que pediam o fim do regime, as autoridades mataram pelo menos 32 mil manifestantes, atirando neles e enforcando muitos. Ele criticou o regime por espalhar, há décadas, desde que tomou o poder há 47 anos, apenas terrorismo, morte e ódio, inclusive por meio de grupos aliados.
Por fim, Trump lembrou a operação que ordenou em seu primeiro mandato, em 2020, quando os Estados Unidos eliminaram o comandante iraniano Qasem Soleimani, a quem chamou de “pai da bomba de beira de estrada”, destacando o grande impacto que isso teve.
Publicado em 26/02/2026 02h37
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