
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou, nesta quinta-feira (26 de fevereiro de 2026), a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
A decisão ocorreu durante uma sessão marcada por intensa tensão política, que acabou resultando em confusão no plenário. Parlamentares da base governista protestaram contra a aprovação, o que levou a empurrões, trocas de acusações e até tentativas de agressão física – embora sem que socos efetivamente atingissem alguém. Diante do tumulto, a reunião precisou ser suspensa.
O pedido de quebra de sigilo foi apresentado pelo relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), com base em elementos da investigação da Polícia Federal. A suspeita é de que Lulinha poderia ter recebido, de forma indireta, valores ligados ao esquema de fraudes no INSS, que envolve descontos indevidos em benefícios previdenciários, causando prejuízos bilionários aos aposentados e pensionistas. Mensagens interceptadas e outros indícios apontam para possíveis repasses via intermediários, incluindo uma empresária próxima a ele e o lobista conhecido como “Careca do INSS” (Antônio Carlos Camilo Antunes), figura central no caso.
A votação ocorreu em meio a uma pauta extensa, com dezenas de requerimentos analisados pela comissão, que apura um esquema criminoso estimado em bilhões de reais, afetando milhões de beneficiários do sistema previdenciário. As quebras de sigilo aprovadas por uma CPMI têm caráter obrigatório, conforme a Constituição, obrigando bancos e a Receita Federal a fornecerem as informações sem necessidade de aval judicial prévio.
Assista ao vídeo: CPI do INSS aprova quebra de sigilo bancário de filho de Lula; sessão é marcada por confusão pic.twitter.com/cDd3u4ZdsH
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Fontes como G1, UOL e Senado confirmam a aprovação e o episódio de desordem, destacando que a base aliada ao governo não conseguiu barrar o requerimento, apesar das tentativas de votação em bloco ou questionamentos regimentais. O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), negou qualquer irregularidade no processo de contagem de votos.
A defesa de Lulinha já se manifestou em ocasiões anteriores afirmando que ele não tem relação com as fraudes, não participou de desvios e não recebeu valores irregulares do esquema. Até o momento, ele não é formalmente investigado na esfera criminal, mas a medida intensifica o escrutínio sobre possíveis conexões políticas no caso.
O episódio reflete o clima polarizado na comissão, onde governistas e oposição trocam acusações e usam a investigação para mirar figuras de ambos os lados – inclusive com pedidos semelhantes envolvendo nomes ligados a outros políticos em momentos anteriores. A CPMI segue em andamento, com foco em esclarecer as fraudes e propor medidas para evitar que novos esquemas semelhantes ocorram no futuro.
Publicado em 26/02/2026 16h45
Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.
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