Negociações nucleares em crise: Irã rejeita principais exigências dos EUA em Genebra

Negociadores em Genebra

#Irã 

As tensões entre Estados Unidos e Irã continuam elevadas após a terceira rodada de negociações nucleares em Genebra, mediadas por Omã, terminar sem qualquer avanço significativo

O Irã rejeitou firmemente as demandas centrais apresentadas pelos americanos, como transferir estoques de urânio para o exterior, encerrar completamente o enriquecimento de urânio, desmontar instalações nucleares importantes e aceitar restrições permanentes ao seu programa nuclear.

De acordo com relatos do The Wall Street Journal, baseados em fontes próximas às conversas, Teerã manteve posição rígida contra essas condições, consideradas inaceitáveis pelo lado iraniano. O ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi, anunciou que as discussões foram pausadas e serão retomadas na próxima semana em Viena, com foco em questões técnicas. Autoridades americanas insistiram na entrega de urânio enriquecido e no desmantelamento de sites nucleares chave, mas, apesar de pequenos ajustes em algumas posições de ambos os lados, nenhum acordo foi alcançado. A CNN destacou que as negociações seguem sérias, porém com expectativas baixas, em meio a um grande reforço militar dos Estados Unidos no Oriente Médio, incluindo navios de guerra e aeronaves.

O presidente Donald Trump convocou seus principais assessores, incluindo Steve Witkoff e Jared Kushner, para uma reunião na sexta-feira sobre possíveis opções de ação militar contra o Irã. Os planos em discussão incluem ataques a instalações nucleares, bases de mísseis, instituições estatais e infraestrutura crítica. O Pentágono mantém pronta a Força-Tarefa Escorpião, equipada com drones kamikaze desenvolvidos a partir de modelos iranianos capturados, como o Shahed-136, preparados para eventuais operações. Analistas observam que as defesas aéreas iranianas estão enfraquecidas, o que facilitaria ações desse tipo.

Do lado iraniano, o porta-voz das Forças Armadas, brigadeiro-general Abolfazl Shekarchi, classificou as declarações americanas como guerra psicológica e intimidação, afirmando que, se Washington realmente conhecesse as capacidades militares do Irã, evitaria falar em confronto. Ele alertou que, em caso de guerra, soldados, equipamentos e interesses dos Estados Unidos seriam destruídos, e garantiu que Teerã monitora todos os movimentos inimigos.

Internamente, o regime enfrenta crescente inquietação. Diversas universidades migraram para aulas exclusivamente online, temendo que protestos estudantis se espalhem pelos campi. Um vídeo de 8 de janeiro mostrou um comboio de segurança em Teerã equipado com metralhadoras pesadas DShK, com disparos audíveis e forças entoando slogans de lealdade ao líder supremo, como “Labbaik ya Khamenei”. Em outra tragédia, o jovem Mohammad Hamed Qazqan, de 18 anos, natural da vila de Qazqan na província de Khorasan Razavi, foi morto após ser detido; segundo a família, ele havia sido baleado nas pernas em Mashhad, no bairro Rajai, antes da prisão.

O senador republicano Markwayne Mullin expressou apoio aos manifestantes iranianos, declarando que os Estados Unidos apoiam o povo iraniano na retomada de seu país, ao mesmo tempo em que buscam impedir que Teerã desenvolva armas nucleares. Enquanto isso, a Qatar Airways prorrogou o cancelamento de voos para o Irã até 30 de junho de 2026, mantendo apenas uma ligação diária limitada entre Doha e o aeroporto Imam Khomeini, em Teerã, a partir de 1º de março.

O sinal de satélite da Iran International sofreu interferências generalizadas em várias cidades iranianas, conforme relatos de espectadores. Esse cenário reflete um momento de alta pressão, com negociações diplomáticas paralisadas, preparativos militares intensos e repressão interna que não consegue silenciar completamente a insatisfação popular no Irã.


Publicado em 27/02/2026 02h58


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Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.


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