
doi.org/10.1080/00206814.2011.639996
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#Jesus
Um estudo geológico realizado há mais de uma década, mas que voltou a chamar atenção recentemente, trouxe evidências científicas que podem se conectar a um evento descrito na Bíblia durante a crucificação de Jesus
De acordo com o Evangelho de Mateus, no momento em que Jesus morreu na cruz, a terra tremeu – um terremoto acompanhado de outros sinais, como rochas se rachando e túmulos se abrindo. Pesquisadores analisaram camadas de sedimentos no Mar Morto, uma região conhecida por sua alta atividade sísmica devido à falha tectônica que separa as placas árabe e do Sinai. Eles extraíram amostras próximas a Ein Gedi, a cerca de 40 quilômetros de Jerusalém, onde muitos estudiosos acreditam que a crucificação aconteceu.
Essas camadas de sedimentos funcionam como um calendário natural, semelhantes aos anéis das árvores. São formadas por depósitos anuais chamados varves: materiais mais grossos no inverno e mais finos no verão. Quando um terremoto forte atinge a área, essas camadas se deformam ou se misturam de maneira característica, deixando marcas visíveis.
Os cientistas identificaram sinais claros de dois grandes eventos sísmicos. Um deles ocorreu por volta do ano 31 a.C., um terremoto bem documentado historicamente. O outro apareceu em camadas correspondentes ao período entre 26 e 36 d.C. Esse intervalo coincide exatamente com os anos em que Pôncio Pilatos governou a Judeia, época em que a maioria dos historiadores e estudiosos situa a crucificação de Jesus, possivelmente em torno do ano 33 d.C.
Embora a data exata do terremoto menor não possa ser precisada em um único ano – devido a pequenas incertezas na contagem das camadas e nos testes complementares, como datação por radiocarbono “, o achado sugere que um abalo sísmico realmente aconteceu naquela janela de tempo. Os pesquisadores consideram algumas possibilidades: pode ter sido exatamente o terremoto mencionado na Bíblia; ou talvez um tremor próximo tenha sido incorporado à narrativa para dar mais peso ao relato; ou ainda um evento local de intensidade moderada, forte o suficiente para alterar os sedimentos, mas não grande o bastante para ser amplamente registrado em outros documentos históricos da época.
A região do Mar Morto registra terremotos há milhares de anos, e esse tipo de evidência geológica reforça que o relato bíblico pode ter uma base em um fato natural real, mesmo que o texto sagrado o apresente com significado espiritual. O estudo não prova de forma definitiva que o terremoto aconteceu exatamente no dia e na hora da morte de Jesus, mas oferece um interessante ponto de encontro entre ciência e narrativa bíblica, reacendendo discussões sobre como eventos históricos e geológicos podem se relacionar com relatos antigos.
Publicado em 27/02/2026 04h48
Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.
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