
O Oriente Médio testemunhou um novo capítulo de intensa escalada militar
Após ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel em território iraniano, o Irã cumpriu sua promessa de retaliação e lançou uma série de mísseis e drones contra bases americanas e áreas em vários países do Golfo Pérsico. O que antes parecia confinado a confrontos diretos entre Teerã, Washington e Jerusalém agora se espalhava, alcançando nações que costumam se manter à margem de conflitos armados abertos na região.
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã anunciou, em comunicado oficial, que “todos os territórios ocupados e as bases criminosas dos Estados Unidos na região foram atingidos pelos poderosos golpes dos mísseis iranianos”. A declaração prometia que a operação continuaria “sem trégua até que o inimigo seja decisivamente derrotado”, sinalizando que a resposta iraniana poderia se prolongar.
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Footage shows a U.S. and Qatari Patriot air defense system intercepting a MASSIVE Iranian ballistic missile attack on Qatar moments ago. pic.twitter.com/oW2uz0TZ1W
Impacto no Aeroporto Internacional de Dubai. Alguns falam em drone, outros em míssil. pic.twitter.com/QnO2yID8Y3
– João Antônio Garcia (@JoaoAntGarcia) February 28, 2026
Building in Bahrain catches fire after being hit by Iranian drone pic.twitter.com/02z1RuDwK0
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Ataque direto a prédio no Bahrein pic.twitter.com/zZ56xbPDkK
– João Antônio Garcia (@JoaoAntGarcia) February 28, 2026
Entre os países afetados, os Emirados Árabes Unidos registraram um dos episódios mais simbólicos. Em Abu Dhabi, explosões ecoaram pela cidade, acompanhadas de alertas enviados por SMS à população pedindo que as pessoas se abrigassem em locais seguros e evitassem ficar perto de janelas. A mídia estatal informou que uma pessoa morreu na capital emírate. Já em Dubai, o maior e mais movimentado hub aéreo do mundo sofreu consequências diretas: cinco fortes explosões foram ouvidas à tarde, e um incidente em uma das áreas do Aeroporto Internacional de Dubai (DXB) deixou quatro pessoas feridas. O escritório de mídia de Dubai confirmou que uma concourse do terminal sofreu danos leves, mas o problema foi rapidamente controlado, sem maiores interrupções anunciadas no tráfego aéreo principal. Ainda assim, o episódio ilustra como o conflito chegou a pontos sensíveis da vida cotidiana e da economia global.
Outros países do Golfo também foram alvos. No Qatar, um míssil iraniano atingiu a Base Aérea de Al Udeid, importante instalação americana. Embora o exército qatari tenha interceptado vários projéteis em coordenação conjunta, sucessivas ondas de explosões foram escutadas em Doha, levando o governo a suspender imediatamente eventos públicos, reuniões e atividades de entretenimento em hotéis e locais turísticos. No Bahrein, um drone iraniano caiu sobre um prédio residencial no distrito de Seef, em Manama, gerando fumaça visível e pânico. O Ministério do Interior confirmou ataques em território nacional, incluindo um contra um centro de serviços da Quinta Frota americana. Em Kuwait, o exército lidou com mísseis no espaço aéreo local, e a mídia estatal relatou que 12 pessoas feridas foram levadas a hospitais. Até a Jordânia, mais ao norte, informou ter abatido dois mísseis balísticos iranianos direcionados ao seu território.
A reação internacional veio rapidamente. Companhias aéreas globais cancelaram voos em grande parte do Oriente Médio, e o espaço aéreo sobre o Irã ficou praticamente vazio. O presidente turco Tayyip Erdogan condenou tanto os ataques americano-israelenses contra o Irã, classificando-os como violação da soberania iraniana, quanto a resposta de Teerã contra países do Golfo, que considerou inaceitável. Ele alertou que, sem moderação e sem diplomacia urgente, a região poderia ser arrastada para um “círculo de fogo? irreversível, e anunciou que a Turquia intensificaria esforços para negociar um cessar-fogo.
O incidente no aeroporto de Dubai, embora com danos limitados e poucas vítimas, ganhou destaque por simbolizar a vulnerabilidade de infraestruturas civis cruciais em meio à guerra. Um trabalhador de supermercado relatou dificuldades de abastecimento, com prateleiras vazias de água e atrasos em entregas, mostrando que os efeitos vão além das explosões. Enquanto aviões de caça sobrevoavam áreas como a Ilha de Yas, em Abu Dhabi, a sensação de normalidade se dissipava em várias capitais do Golfo.
Esse episódio marca uma mudança significativa no padrão do conflito. Países do Golfo, historicamente focados em estabilidade econômica e turismo, viram-se diretamente envolvidos, com mísseis caindo em áreas urbanas e bases militares. A retaliação iraniana, apresentada como defesa contra agressão externa, ampliou o teatro de operações e aumentou o risco de uma guerra regional mais ampla. Enquanto líderes mundiais pedem contenção, a sequência de ataques e contra-ataques sugere que o caminho para a desescalada ainda está distante.
Publicado em 01/03/2026 03h02
Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.
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