
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigava fraudes no INSS chegou ao fim nesta madrugada de 28 de março de 2026 sem conseguir aprovar um relatório final
O Supremo Tribunal Federal já havia decidido, poucos dias antes, que a comissão não seria prorrogada, mantendo o prazo original.
O relator, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), apresentou um extenso documento de mais de 4 mil páginas que pedia o indiciamento de 215 ou 216 pessoas. Entre os citados estava Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula, além de empresários, políticos e ex-ministros de diferentes governos. O texto acusava supostas irregularidades em descontos consignados e associativos que teriam causado prejuízos bilionários a aposentados e pensionistas.
No entanto, a base aliada ao governo conseguiu rejeitar o relatório por 19 votos a 12. Logo depois, os governistas tentaram apresentar um texto alternativo, mas o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), não colocou esse novo relatório em votação e encerrou os trabalhos da comissão. Com isso, a CPMI terminou sem nenhum parecer oficial aprovado e sem pedidos formais de indiciamento.
Mesmo sem aprovação, o material coletado durante os sete meses de investigação – incluindo depoimentos e provas – pode ser encaminhado ao Ministério Público Federal e a outros órgãos para eventuais apurações.
É importante notar que uma prisão determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, divulgada na sexta-feira (27/03), refere-se a outro caso (envolvendo o ex-deputado Rodrigo Bacellar e investigações no Rio de Janeiro) e não tem relação direta com os trabalhos da CPMI do INSS.
Em resumo, após meses de debates, a comissão encerrou sem chegar a uma conclusão formal no Congresso, o que gerou críticas da oposição e comemoração da base governista.
Publicado em 28/03/2026 12h58
Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.
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