Ataque terrorista em Jos mata pelo menos 28 pessoas no Domingo de Ramos

Foto de arquivo de um grupo terrorista que opera na Nigéria. Crédito: Wikipedia.

#Nigéria 

Em Jos, capital do estado de Plateau, na Nigéria, um ataque violento chocou a população no Domingo de Ramos, 29 de março de 2026

Homens armados invadiram o bairro de Angwan Rukuba, uma área densamente povoada e de maioria cristã no norte da cidade, e abriram fogo indiscriminadamente contra moradores, comerciantes e estudantes que celebravam a data ou realizavam atividades comerciais normais. O saldo foi de pelo menos 28 mortos, além de vários feridos que foram levados para hospitais.

O ataque aconteceu por volta das 20h e durou entre 15 e 20 minutos. Testemunhas relatam que entre sete e dez atiradores chegaram em uma minivan e em motocicletas. Eles usavam uniformes semelhantes aos do exército e alguns gritavam “Allahu Akbar? enquanto falavam em hausa e fulfulde. Os agressores se dividiram em grupos: um atirava da estrada principal contra as pessoas reunidas, enquanto os outros avançavam pelas ruas do bairro, usando até facões contra quem ainda estava vivo. Depois, fugiram para as colinas próximas.

Moradores descreveram cenas de terror. Uma senhora chamada Gimbiya contou que estava em casa quando o neto correu avisando sobre os tiros. Eles se esconderam, mas os atacantes quebraram a cerca e dispararam para dentro do quintal antes de seguir para a casa vizinha, onde mataram várias pessoas. Outro vizinho, Dambaram Edward, disse que, no início, pensaram que fossem agentes de segurança fazendo uma operação de rotina, mas logo perceberam que se tratava de um massacre. Um morador chamado Samson Chiroma afirmou que soldados chegaram somente quando os atiradores já estavam se retirando e, em vez de persegui-los, dispararam contra jovens que tentavam ir atrás dos agressores.

No dia seguinte, o governador do estado, Caleb Mutfwang, foi ao local em um veículo blindado para falar com a população revoltada. Com corpos ainda na rua e forte presença militar, ele tentou acalmar os ânimos: “O que aconteceu nos machucou a todos. Eu não consegui dormir e voltei correndo para cá. Sei da dor de vocês e também estou sofrendo. Peço paciência para que possamos nos ouvir”. Ele anunciou um toque de recolher de 48 horas para evitar confrontos e prometeu investigar o caso e punir os responsáveis. No entanto, muitos jovens e líderes comunitários expressaram frustração, dizendo que ouvem promessas repetidas após cada ataque, mas a segurança continua falhando.

Líderes de juventude, como Solomon Dalyop e Ezekiel Bini, destacaram que havia alertas prévios sobre a presença de terroristas em várias áreas do estado, incluindo Jos North. Eles cobraram ação mais firme das forças de segurança e lamentaram que a inação tenha permitido o massacre. Um especialista em paz e conflitos, o professor Chris Kwaja, defendeu que é preciso combinar justiça com esforços de reconciliação, lembrando que a maioria da população quer viver em paz e rejeita o extremismo.

Até o momento, o Exército nigeriano não havia divulgado uma declaração oficial sobre o caso. O incidente ocorreu poucos dias depois de um missionário americano alertar para o risco de ataques terroristas na região central da Nigéria durante o período da Páscoa. Angwan Rukuba é uma área movimentada, com muitos estudantes e comerciantes, o que tornou o ataque ainda mais devastador.

Este triste evento reacendeu o medo de violência sectária em Plateau, uma região que já sofreu vários ataques semelhantes no passado. A população clama por proteção efetiva e por respostas rápidas das autoridades para que tragédias como essa não se repitam.


Publicado em 31/03/2026 06h36


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Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.


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