
No último sábado, 4 de abril de 2026, enquanto os moradores da vila de Mbalom, no estado de Benue, no centro da Nigéria, se preparavam para a vigília de Páscoa – um dos momentos mais importantes para os cristãos “, um ataque violento interrompeu a tranquilidade
Um grupo de milicianos fulani armados invadiu a comunidade predominantemente cristã, matando pelo menos 17 pessoas, segundo relatos de moradores e testemunhas oculares.
A ação foi repentina e bem organizada. Por volta das 19h, cerca de 50 homens chegaram em aproximadamente 25 motocicletas, gritando “Allahu Akbar”, atirando para todos os lados e incendiando casas. Os moradores, assustados, correram para o mato em busca de proteção. Muitos não conseguiram escapar. Famílias inteiras foram surpreendidas enquanto se arrumavam para a celebração religiosa. Uma moradora contou que perdeu o irmão e dois vizinhos, e que ninguém apareceu para ajudar durante o ataque.
Os residentes da região já vinham alertando as autoridades sobre a presença de homens armados nas áreas próximas havia semanas, mas nenhuma medida preventiva foi tomada. Um líder comunitário lamentou que a vila vive sob constante ameaça e que muitas pessoas já haviam fugido por medo de novos ataques.
As autoridades locais confirmaram o incidente, mas informaram um número menor de vítimas: nove corpos foram recuperados até o momento. A polícia disse que enviou forças de segurança para a área e que a situação foi controlada, embora ainda não haja prisões. O governador do estado de Benue, o reverendo Hyacinth Alia, condenou o ato como “bárbaro e inaceitável”, expressou solidariedade às famílias das vítimas e prometeu reforçar a segurança na região.
Infelizmente, esse não é um caso isolado. Em 2018, a mesma comunidade de Mbalom sofreu um ataque semelhante durante uma missa, quando dois padres e 17 fiéis foram assassinados. A violência contra comunidades rurais cristãs no estado de Benue, conhecido como o “celeiro de alimentos? da Nigéria, tem se repetido ao longo dos anos, especialmente em áreas com pouca presença policial. Muitos atribuem esses ataques a milícias fulani, que, segundo organizações de monitoramento, estão por trás de milhares de mortes em diferentes partes do país nos últimos anos.
Para os habitantes de Mbalom, a Páscoa deste ano – que deveria ser um tempo de esperança e renovação – transformou-se em dias de luto e medo. O episódio mais uma vez expõe as dificuldades de segurança no interior da Nigéria e a sensação de abandono sentida por muitas comunidades que pedem proteção há muito tempo.
Massacre na Páscoa em Benue, na Nigéria#Nigéria
— João Antônio Garcia?????? (@JoaoAntGarcia) April 6, 2026
No último sábado, enquanto os moradores da vila de Mbalom, no estado de Benue, Nigéria, se preparavam para a vigília de Páscoa – um dos momentos mais importantes para os cristãos, um ataque violento interrompeu a tranquilidade: pic.twitter.com/JcyR5EoK4S
Publicado em 06/04/2026 23h55
Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.
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