A pressa do STF em limitar delações premiadas e a aposta no ‘esquecimento popular’

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A tentativa de esconder e proteger: A delação “boa” X delação “perigosa”

O advogado paranaense Edison V. Campos destaca uma contradição evidente. Quando a delação premiada era de Mauro Cid (ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro), o sistema usou prisão, pressão máxima e até ameaças à família para “arrancar colaboração”. Naquele momento, a delação era vista como instrumento legítimo. Agora, porém, com a possibilidade de uma delação (citada no vídeo do segundo post) que pode “encostar” no ministro Alexandre de Moraes, surge uma “pressa” para votar uma ação de 2021 que limita os efeitos da colaboração premiada.

O texto do post é claro: “Desculpe, mas nada tem de defesa de garantias; é casuísmo descarado”. E conclui que esse tipo de “canalhice” destrói a confiança dos brasileiros no país.

O ministro Alexandre de Moraes liberou pedido do PT para o STF votar sobre “limite para delações”. Fachin ainda precisa marcar data. A reportagem reforça a urgência do julgamento de uma ação antiga justamente no momento em que novas delações podem atingir o alto escalão do Judiciário. Não há menção a qualquer preocupação genérica com “garantias constitucionais” – o foco é prático e imediato.

Quando a delação era a de Mauro Cid, valeu prisão, pressão máxima e até ameaça contra a família para arrancar colaboração. Aí delação preso podia, servia e era tratada como instrumento legítimo.

Agora, quando surge a possibilidade de uma delação que pode encostar em Alexandre de Moraes, aparece de repente a pressa para votar uma ação de 2021 e limitar os efeitos da colaboração premiada.

Desculpe, mas nada tem de defesa de garantias; é casuísmo descarado. E é esse tipo de canalhice que vai destruindo a confiança de qualquer brasileiro minimamente honesto no país.


O Supremo acredita que a pressão da população pela investigação de ministros não durará muito tempo

Schüler lista os escândalos recentes envolvendo ministros do STF (Moraes, Toffoli e Nunes Marques): aquisições de imóveis de mais de R$ 23 milhões em 5 anos, voos em jatinhos, contratações de escritórios, conversas com Daniel Vorcaro e troca de mensagens. Ele explica por que nada avança:

– A Procuradoria-Geral da República (PGR) não dá sinal de investigação;

– Há uma “aliança sólida” (jurídica, institucional e política) entre PGR, maioria do STF (especialmente Moraes) e o Congresso (senador Columbre);

– Nenhum pedido de CPI ou processo de impeachment anda no Senado;

– Mesmo que a delação de Daniel Vorcaro mencione ministros, André Mendonça pode querer investigar, mas depende da PGR e da maioria do STF, que “dificilmente vai corroborar”.

Schüler contrasta isso com o tratamento dado aos investigados do 8 de janeiro: ali, o STF usou critério amplo (“conjunto da obra”, associação, retórica). Para os ministros, o critério é inverso: só vale “ilegalidade patente”. Ele conclui que o STF aposta no “fogo de palha” – a indignação popular passa, a mídia profissional tolerou violações desde 2019 e, com eleições 2026 se aproximando, o discurso de “ameaça à democracia” volta a dominar.

O vídeo inteiro de Schüler (quase 4 minutos) é uma análise fria e pragmática. Ele não acusa ninguém de crime, mas demonstra, com fatos, que o sistema está blindado contra qualquer investigação que chegue aos donos do poder. A mensagem implícita é clara: o STF conta com o esquecimento do brasileiro.

“FERNANDO SCHULER: O SUPREMO acredita que a PRESSÃO da POPULAÇÃO pela INVESTIGAÇÃO de MINISTROS não durará muito tempo.

É isso aí, gente. Os PODRES estão acreditando que nós, o POVO, esqueceremos todos os ESCÂNDALOS que presenciamos nos últimos meses e que tudo terminará em pizza.

Eu não posso falar por vocês, mas eu jamais irei esquecer. Mesmo que nada se resolva neste ano, no ano que vem, com um novo SENADO (se DEUS quiser), eu continuarei cobrando o IMPEACHMENT de todos esses ELEMENTOS que estão há 7 anos CUSPINDO na nossa cara.


A tentativa de esconder e proteger

Ao assistir aos dois vídeos, fica evidente o que os autores dos posts querem destacar:

1. Hipocrisia seletiva – Delação premiada é arma poderosa quando usada contra opositores políticos (Mauro Cid). Quando pode atingir o próprio STF, vira “ameaça às garantias” e merece limitação urgente.

2. Proteção de casta – A “pressa” para votar a ação de 2021 coincide exatamente com o momento em que delações (como a de Vorcaro) poderiam expor relações perigosas entre ministros, empresários e poder político. Ao mesmo tempo, Schüler expõe a aposta explícita do STF: “o povo esquece”.

3. Blindagem institucional – PGR + STF + Congresso formam um bloco que impede CPI, impeachment ou investigação séria. O critério de “legalidade” é aplicado de forma oposta dependendo de quem está no banco dos réus.

Os posts não são mera opinião conspiratória. Eles colocam lado a lado fatos recentes (pedido de Moraes para limitar delações + análise de Schüler sobre a aposta no esquecimento) e mostram o mesmo movimento: esconder o que pode incriminar a cúpula do Judiciário e da política brasileira.

Se o STF realmente acredita que a pressão popular “não durará muito tempo”, como diz Schüler, os brasileiros que assistirem esses vídeos têm a chance de provar o contrário. A memória não é opcional. A cobrança por transparência e accountability também não. O casuísmo, quando exposto assim, perde a força. E é exatamente isso que os dois posts estão fazendo: não deixar esquecer.


Publicado em 09/04/2026 05h48


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Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.


Artigo original:


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