Delação de Camisotti expõe fraudes e corrupção no INSS no governo Lula

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O empresário Maurício Camisotti, preso desde setembro do ano passado, assinou o primeiro acordo de delação premiada com a Polícia Federal no âmbito da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes nos descontos de aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)

No acordo, ele confessa sua participação no esquema, admite as irregularidades e fornece detalhes sobre como funcionava o sistema de descontos indevidos, sem autorização dos beneficiários.

Camisotti era considerado um dos principais operadores e beneficiários das fraudes. Empresas ligadas a ele receberam recursos de entidades investigadas, como a Ambec, que teve repasses de quase R$ 400 milhões do INSS entre 2023 e 2025. Relatórios do Coaf apontaram saques em dinheiro vivo feitos por ele, o que levantou suspeitas de tentativa de burlar o controle financeiro. A delação foi negociada desde o final do ano passado e, nesta semana, o material foi enviado ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para homologação. Há expectativa de que o acordo possa resultar em prisão domiciliar para o empresário. O documento ainda passará pela análise da Procuradoria-Geral da República.

A colaboração de Camisotti vai além das confissões: ele apresenta documentos, indica outras pessoas envolvidas, incluindo dirigentes e políticos, e detalha as conexões políticas do esquema. Ele aponta o papel de Antônio Carlos Camilo, o “Careca do INSS”, como figura central nas irregularidades, praticamente eliminando chances de uma condenação branda para ele. A delação também menciona Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha (filho do presidente Lula), em negociatas ligadas ao caso, além de citar políticos do PDT, ministros do governo Lula, ex-integrantes da administração petista, parlamentares, ex-servidores e caciques partidários que teriam conhecimento das fraudes e não tomaram providências para impedir o desvio de recursos públicos.

Um vice-presidente de partido é citado como beneficiário de propinas, assim como nomes ligados ao INSS e deputados que teriam recebido dinheiro oriundo dos descontos ilegais. O delator ainda descreve como o dinheiro desviado era lavado por meio de uma estrutura empresarial, inclusive com a participação de um conhecido escritório de advocacia de São Paulo.

A revelação provocou uma corrida entre outros investigados, que começaram negociando suas próprias delações para tentar reduzir penas ou obter benefícios. Até o próprio “Careca do INSS? teria iniciado movimentos, ainda que tardios, para avaliar a possibilidade de colaborar com a Justiça e expor o que chama de “universo político? que o protegia.

O escândalo, que ganhou força em 2025, envolve descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas, com entidades e empresas servindo supostamente como fachada para lavagem de dinheiro. A delação de Camisotti, a primeira da investigação, expõe as entranhas de um esquema que afetou milhões de brasileiros dependentes do INSS e agora depende da análise do STF para ser validada. O ministro André Mendonça verificará se o delator cumpriu todos os termos, confessou tudo de forma voluntária e forneceu provas consistentes.


Publicado em 11/04/2026 13h29


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Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.


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