
Uma possível delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, envolvido no caso do Banco Master, pode trazer de volta aos cofres públicos até R$ 40 bilhões ao longo de dez anos
A informação veio do jornal Valor Econômico e está sendo analisada no Supremo Tribunal Federal.
O ministro André Mendonça, que é o relator do processo no STF, tem muita experiência em negociações desse tipo. Ele já atuou na Advocacia-Geral da União, na Controladoria-Geral da União e no Ministério da Justiça, e participou de acordos de leniência durante a Operação Lava Jato. Fontes próximas a ele dizem que Mendonça está sendo bastante cauteloso para evitar que as investigações sejam anuladas no futuro, como já aconteceu em outros casos.
Ele prefere um acordo que garanta a devolução rápida do dinheiro desviado, em vez de promessas de valores muito altos pagos ao longo de muitos anos, pois sabe que esses valores podem ser renegociados depois, como ocorreu na Lava Jato. Por enquanto, apenas Vorcaro e seu cunhado Fabiano Zettel estão tentando negociar uma colaboração. Os advogados dos envolvidos estão tentando entender exatamente o que a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República já descobriram antes de decidir o que revelar.
Entre os investigadores, há certo ceticismo sobre a proposta que será apresentada. Eles esperam que a delação traga informações realmente novas e importantes, e não apenas o que já foi apurado. A quantia de R$ 40 bilhões gera dúvidas, porque não está claro de onde viria todo esse dinheiro. Há suspeitas de que Vorcaro não controla todo o destino dos recursos e que parte deles pode ter ido para bens pessoais cujo paradeiro ainda é desconhecido.
O caso do Banco Master e de outras instituições ligadas ao grupo já causou prejuízos de quase R$ 60 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos nos últimos 30 anos. A defesa de Vorcaro diz que a delação será “séria”, mas as expectativas de revelações bombásticas envolvendo políticos, empresários e até ministros do STF são baixas.
Se o acordo avançar, Mendonça vai verificar se as informações são novas, coerentes e verdadeiras – o mesmo critério valerá para outros possíveis colaboradores. As defesas de Vorcaro e Zettel estão trabalhando para alinhar os relatos e fortalecer as versões. Vorcaro assinou o termo de confidencialidade no dia 19 de março, dando início formal às negociações. Os anexos da delação estão sendo preparados e, depois, a proposta será enviada para avaliação do ministro.
No STF, a forma como Mendonça tem conduzido o caso não agrada a todos. Ele recebeu críticas por supostamente não ter fundamentado bem as prisões preventivas, o que gerou questionamentos sobre a legalidade das medidas. Recentemente, o ministro Alexandre de Moraes retomou uma ação do PT, de 2021, que pede limites ao uso de delações premiadas.
O caso também envolve outros nomes do Judiciário. O jornal O Globo revelou que a esposa de Moraes assinou um contrato de R$ 129 milhões para defender o Banco Master. Além disso, Moraes teria conversado com Vorcaro no dia da primeira prisão do banqueiro. O ministro Dias Toffoli chegou a vender parte de uma empresa para Zettel e, por isso, deixou a relatoria do caso, sendo substituído por Mendonça. Tanto Moraes quanto Toffoli negaram qualquer irregularidade.
Nos bastidores, Mendonça tem sinalizado que a investigação não vai poupar ninguém, inclusive autoridades e ministros, desde que haja provas consistentes. Ele também teve atritos com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, sobre a prisão de Vorcaro.
O caso continua em andamento, e a possível delação de Vorcaro é vista como uma oportunidade de recuperar parte dos recursos desviados, seguindo um modelo parecido com o da Lava Jato, mas com atenção especial para evitar erros do passado.
Delação de Vorcaro pode devolver até R$ 40 bilhões#Corrupção
— Diálogo Livre??????ن (@dialogolivre) April 14, 2026
Uma possível delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, envolvido no caso do Banco Master, pode trazer de volta aos cofres públicos até R$ 40 bilhões ao longo de dez anos
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Publicado em 14/04/2026 01h37
Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.
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