
O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, assinado pelo senador Alessandro Vieira, traz uma proposta inédita: o indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) – Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes – e do procurador-geral da República, Paulo Gonet
As acusações estão relacionadas aos atos praticados por eles no contexto do escândalo envolvendo o Banco Master.
O documento destaca, em especial, possíveis irregularidades e conflitos de interesse dos ministros no caso do banco. No relatório, o senador aponta que a esposa de Alexandre de Moraes, Viviane Barci, teria mantido uma relação profissional com a instituição que gerou remuneração elevada – cerca de R$ 129 milhões contratados e R$ 80 milhões pagos. Segundo o texto, isso configuraria um impedimento absoluto para o ministro atuar em processos ligados ao banco, pois criaria uma dependência financeira clara entre a família e a empresa investigada.
Quanto a Dias Toffoli, o relator ressalta conexões da empresa familiar do ministro, chamada Maridt, com fundos de investimento controlados por pessoas ligadas ao Banco Master. Além disso, menciona uma viagem em jatinho particular feita por Toffoli junto com um advogado que defendia um dos investigados no caso, o que, para o senador, compromete a aparência de imparcialidade exigida do cargo. O texto afirma que Toffoli manteve negócios sem declarar suspeição, o que violaria o decoro funcional.
Gilmar Mendes também é citado no indiciamento pelos atos relacionados ao mesmo escândalo, embora o relatório detalhe menos especificamente as razões contra ele. Já o procurador-geral Paulo Gonet é apontado por supostas omissões ou condutas inadequadas no âmbito das investigações.
Essa é a primeira vez que uma CPI propõe o indiciamento de ministros do Supremo. A votação do relatório final está marcada para ocorrer ainda hoje no Senado. O documento faz parte das conclusões da comissão sobre o crime organizado e expõe, segundo seus autores, graves falhas e possíveis interferências indevidas no sistema financeiro e no Judiciário.
A matéria continua em atualização, e o tema deve gerar intensos debates nas próximas horas.
Publicado em 14/04/2026 13h30
Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.
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