A freira alemã que rompe o silêncio sobre o islã

Lista de homenageados pela defesa das vítimas do ISIS: o empresário judeu canadense Steve Maman (à esquerda), a freira ortodoxa síria Hatune Dogan e o ativista sueco Hans Erling Jensen.

#ISIS 

Um post publicado no X em 18 de abril de 2026 chamou a atenção de milhares de pessoas ao compartilhar a história de uma freira que decidiu falar abertamente sobre o que viu durante anos de trabalho humanitário no Oriente Médio.

A mulher em questão é Sister Hatune Dogan, freira da Igreja Ortodoxa Siríaca, nascida em 1970 na região de Tur Abdin, no sudeste da Turquia. Sua família fugiu do país em 1985 por causa de perseguições religiosas e se estabeleceu na Alemanha, onde ela vive até hoje, no mosteiro de St. Jacques Sarug, em Warburg.

Flashback: Freira destemida critica o mundo ocidental após resgatar escravos cristãos e yazidis da Síria: “O ISIS é o Islã. O Islã é o ISIS.”

Segundo ela, o mundo ocidental deve parar de defender a falsa imagem do Islã como uma “religião de paz” e começar protegendo as minorias não muçulmanas que enfrentam genocídio no mundo muçulmano.

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Desde jovem, Hatune dedicou a vida a ajudar os mais necessitados. Ela fundou a Hatune Foundation, uma organização humanitária que atua em vários países, com foco especial em vítimas de perseguição, fornecendo abrigo, comida, remédios e apoio psicológico.

A partir de 2014, quando o grupo terrorista Estado Islâmico (ISIS) avançou pelo Iraque e pela Síria, a fundação dela se envolveu diretamente no resgate de centenas de meninas e mulheres cristãs e yazidis. Essas vítimas foram capturadas, vendidas como escravas sexuais em mercados controlados pelo ISIS e submetidas a abusos terríveis. De acordo com relatos da própria organização e de fontes independentes, a Hatune Foundation ajudou a libertar diretamente pelo menos 317 delas, pagando resgates e coordenando fugas, além de participar de outras liberações em parceria com ativistas. As sobreviventes eram levadas para a Europa, principalmente para a Alemanha, onde recebiam tratamento médico e psicológico. Sister Hatune viajava com frequência para campos de refugiados no norte do Iraque e na Síria para acompanhar de perto o sofrimento dessas comunidades minoritárias.

Em uma entrevista concedida em 2015 ao canal cristão CBN News, que circula até hoje em redes sociais, a freira fala com clareza sobre o que testemunhou. Ela afirma que o ISIS não é uma distorção do Islã, mas uma expressão fiel de seus ensinamentos, e relata que as mulheres e meninas mais bonitas – muitas delas mães e esposas cristãs ou yazidis – eram vendidas exclusivamente para muçulmanos sunitas como escravas sexuais. Hatune menciona o sequestro de cerca de 12 mil yazidis só no início do conflito e explica que viajou aos Estados Unidos não para descansar, mas para dar voz às vítimas que não podiam falar.

Essas declarações se conectam ao contexto bem documentado do genocídio yazidi de 2014, quando o ISIS atacou a região de Sinjar, matou milhares de homens, sequestrou mulheres e meninas e as submeteu a escravidão sexual, conforme relatórios da ONU e registros históricos.

O post que viralizou, escrito por Liza Rosen, destaca um aspecto incômodo: enquanto Sister Hatune arriscava a vida para salvar pessoas, a grande mídia ocidental pouco noticiou seu trabalho, e ativistas muçulmanos no Ocidente a acusaram de “islamofobia” para tentar silenciar suas palavras. De fato, ela enfrentou críticas até mesmo dentro de sua própria igreja, que em 2017 emitiu uma nota dizendo que a fundação não a representava oficialmente. Ainda assim, sua atuação humanitária é confirmada por veículos como o Middle East Forum, o Christian Post e outros relatos independentes. Ela trabalhou, por exemplo, ao lado do empresário judeu-canadense Steve Maman, conhecido por ajudar a comprar a liberdade de escravas.

O vídeo compartilhado no post é exatamente essa entrevista antiga da CBN, reproduzida em diversos sites cristãos e no YouTube. Apesar da gravidade dos fatos relatados – baseados em testemunhos diretos de sobreviventes e na experiência pessoal da freira, que também fugiu da perseguição na Turquia “, a cobertura na mídia mainstream foi limitada. Isso alimentou o debate sobre até que ponto a crítica a aspectos do Islã é tratada como intolerância, mesmo quando vem de quem viveu na prática os horrores do jihadismo.

Para muitos que apoiam Sister Hatune, contar o que ela viu não é espalhar ódio, mas defender a verdade e as vítimas. Críticos, por sua vez, argumentam que generalizações sobre uma religião seguida por mais de 1,8 bilhão de pessoas podem gerar preconceito. Ela, porém, insiste que suas palavras vêm de experiências concretas: o sofrimento “inumano” descrito pelas mulheres resgatadas e a própria história de fuga da Turquia.

Hoje, Sister Hatune continua ativa, inclusive em projetos na Turquia para apoiar crianças cristãs sírio-ortodoxas em sua terra de origem. Seu depoimento, que a grande mídia muitas vezes ignorou, encontrou eco nas redes sociais por meio de posts como o de Liza Rosen.

Essa história reacende uma discussão difícil: como equilibrar a liberdade de expressão, o respeito às crenças religiosas e a necessidade de confrontar fatos desconfortáveis sobre violência praticada em nome do Islã. Seja qual for a opinião de cada um, o trabalho de resgate realizado pela freira e sua disposição para falar representam uma voz corajosa que se recusa a ficar em silêncio diante do sofrimento de inocentes.


Publicado em 19/04/2026 07h28


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Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.


Artigo original:


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