
Os Estados Unidos concluíram uma nova investigação e decidiram agir contra o Brasil e outros 60 países que, segundo o governo americano, não proíbem nem fiscalizam de forma adequada a entrada de produtos feitos com trabalho forçado
A medida foi anunciada nesta terça-feira, 2 de junho, pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).
Em um relatório de 98 páginas, o órgão detalha os resultados da análise feita com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. A conclusão é que essas falhas prejudicam os trabalhadores americanos e distorcem a concorrência global. Como resposta, os EUA propõem aplicar uma tarifa adicional de 12,5% sobre todos os produtos importados desses países. Para nações que já têm alguma proibição ou compromissos firmados em acordos, a taxa extra pode ser de 10%. Há ainda regras especiais para produtos têxteis.
O embaixador Jamieson Greer, representante do USTR, afirmou que não é aceitável que parceiros comerciais permitam a entrada de bens produzidos com mão de obra forçada. Segundo ele, isso obriga os trabalhadores americanos a competir em condições desiguais. “Não toleraremos mais essa disparidade”, disse.
A investigação começou em março, após o USTR identificar que 54 dos 60 países, incluindo Brasil, China, Índia, Reino Unido, Austrália, Rússia e Japão, não implementam nem fiscalizam proibições efetivas. Outros seis – como Canadá, México e a União Europeia – também não fazem uma fiscalização adequada. Durante o processo, foram ouvidas quase 60 testemunhas e recebidos cerca de 500 comentários.
Sobre o Brasil, o relatório é claro: o país não impõe nem aplica de forma efetiva uma proibição à importação de produtos feitos com trabalho forçado. Embora o governo brasileiro cite acordos internacionais e de livre comércio, os americanos consideram que essas regras não impedem legalmente a entrada desses bens no mercado interno.
Essa proposta de tarifa vem logo após outra medida anunciada um dia antes, que sugere 25% de imposto extra sobre produtos brasileiros por outras práticas consideradas desleais. As partes interessadas ainda podem participar de audiências e enviar comentários até julho, antes que a decisão final seja tomada.
A iniciativa americana reforça o compromisso de combater o trabalho forçado e proteger o comércio justo, mas deve gerar impactos nas relações comerciais com os países afetados.
Publicado em 03/06/2026 12h51
Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.
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