
O governo Lula vive mais um momento constrangedor que revela como o poder é exercido de forma protegida no Brasil atual
Na nona fase da Operação Compliance Zero, a Polícia Federal chegou ao senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado e um dos aliados mais próximos de Lula. As buscas e apreensões expuseram suspeitas graves: o parlamentar teria recebido vantagens indevidas, como um apartamento de milhões e propina, em troca de atuar no Congresso em favor do esquema do Banco Master.
O mais grave, porém, foi a forma como o próprio governo agiu. O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça precisou tomar medidas extraordinárias para esconder partes da operação do comando da Polícia Federal. O diretor-geral Andrei Rodrigues, nomeado no governo Lula e que acompanhava o presidente em viagem internacional, foi pego de surpresa. Nem ele, nem o Palácio do Planalto foram avisados previamente. Essa desconfiança interna demonstra que, mesmo dentro das instituições, há receio de vazamentos ou interferências políticas quando o alvo é alguém do núcleo do poder.
Esse episódio desnuda os erros claros do governo. Primeiro, a nomeação de um diretor da PF alinhado politicamente cria uma percepção de que a corporação não atua com total independência. Quando uma investigação avança sobre o líder do governo, é necessário “esconder? a ação do próprio chefe da polícia para que ela não seja frustrada. Isso não é sinal de saúde institucional, mas de fragilidade e possível proteção de aliados.
Segundo, o caso expõe o padrão de tolerância com irregularidades financeiras envolvendo aliados. O Banco Master, envolvido em fraudes bilionárias, supostamente beneficiou figuras ligadas ao PT da Bahia. Jaques Wagner, figura histórica do partido, agora precisa explicar relações e bens apreendidos. Enquanto isso, Lula demonstra solidariedade pública, reforçando a imagem de um governo que defende os seus independentemente das evidências.
O erro mais profundo é a falta de compromisso real com a transparência e o combate à corrupção sem distinção de lado. Operações que antes eram celebradas quando atingiam adversários agora geram desconforto e surpresas quando chegam ao próprio círculo. O Planalto foi pego desprevenido, o que revela descoordenação ou, pior, a expectativa de que certos aliados estariam blindados. Essa postura enfraquece a credibilidade das instituições e alimenta a desconfiança da população sobre a igualdade no tratamento da lei.
O governo Lula, que se apresenta como defensor da democracia e do Estado de Direito, mostra na prática como o poder político ainda tenta controlar ou ao menos ser avisado previamente quando as investigações tocam seu núcleo. A necessidade de sigilo extremo imposta pelo ministro do STF é um alerta vermelho: mesmo a cúpula da PF não inspira confiança plena para investigar sem risco de obstrução.
Casos como esse reforçam a ideia de que, sob Lula, a corrupção não desaparece – apenas muda de endereço e ganha camadas de proteção institucional. A sociedade brasileira merece uma polícia técnica, independente de verdade, e um governo que não se surpreenda nem se atrapalhe quando a lei chega perto de seus aliados. Até agora, o episódio da Compliance Zero contra Jaques Wagner prova que ainda estamos longe desse padrão. O Brasil observa e cobra coerência.
Publicado em 21/06/2026 13h30
Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.
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