Khamenei’s escalating repression reveals a deep fear of revolt and regime collapse.

Forças paramilitares Basij patrulham as ruas à noite em meio ao aumento da repressão policial em cidades iranianas – julho de 2025

#Irã 

O Irã enfrenta atualmente uma combinação perigosa de agitação popular interna cada vez maior e um isolamento internacional que não para de aumentar

Diante desse cenário, o líder supremo Ali Khamenei tem intensificado a repressão de maneira notável. Ela já não se limita aos manifestantes nas ruas: agora atinge também figuras que fazem parte do próprio sistema político do regime.

Relatos divulgados pela própria mídia ligada ao governo e prisões confirmadas mostram um padrão claro: a liderança age movida por um medo intenso e uma sensação de desespero. Comentadores próximos ao poder admitem abertamente que as próximas eleições para conselhos locais correm o risco de ter uma participação extremamente baixa, possivelmente abaixo de 10%. Isso significaria conselhos representando apenas uma fração minúscula da sociedade, algo em torno de 2% ou 3% da população. A mídia estatal chega a descrever a situação como um “fogo sob as cinzas”, ou seja, um descontentamento que pode explodir a qualquer momento e se transformar em crises sociais, econômicas e até de segurança.

Dentro das elites do regime, o alarme é visível. Protestos recentes já não são mais vistos como simples reclamações econômicas ou pedidos de reforma controlada. Um ex-embaixador iraniano, falando em canal de televisão estatal, classificou os atos como uma revolta aberta com o objetivo de derrubar todo o sistema. Essa linguagem deixa claro que, internamente, o governo enxerga uma ameaça direta ao poder de Khamenei. No parlamento, as tensões entre facções são evidentes, com brigas internas, pressões e um descrédito público crescente. Um deputado chegou a questionar em voz alta por que o regime continua “entregando grandes mentiras ao povo”, enquanto invoca a exigência de “unidade? feita pelo próprio Khamenei.

O apelo desesperado de Khamenei por apoio da elite após a repressão sangrenta de #Iran expõe as fraturas do regime: silêncio dos membros do grupo, prolongado bloqueio da internet e medo de resistência contínua. Análise por @HakamianMahmoud

O mais revelador, porém, é que a repressão agora avança para dentro do próprio campo do regime. Uma nova onda de prisões atingiu ativistas considerados reformistas, nomes históricos como Azar Mansouri, Ebrahim Asgharzadeh e Mohsen Aminzadeh. Agências de notícias ligadas à Guarda Revolucionária confirmaram as detenções, realizadas em operação conjunta entre a inteligência do IRGC e o Ministério da Inteligência. As acusações são graves e amplas: “atentar contra a coesão nacional”, “coordenar com propaganda inimiga? e até “criar mecanismos ocultos de derrubada”. Usar esse tipo de linguagem contra pessoas que antes eram toleradas dentro do sistema indica que a margem para qualquer tipo de dissidência, mesmo controlada, está encolhendo rapidamente.

Khamenei manipula os bastidores em repressão coordenada enquanto a facção revisionista de #Iran se recusa a ceder

A própria cobertura da mídia oficial reforça essa sensação de insegurança. Termos como “sedição”, “instabilidade? e “fogo sob as cinzas? aparecem com frequência, sinalizando que o establishment está se preparando para algo pior. Enquanto isso, a economia afunda: dívidas não pagas de exportações não-petrolíferas chegam a cerca de 85 bilhões de dólares, a taxa de câmbio disparou e os preços de muitos produtos subiram entre 30% e 50%. No plano externo, o regime mantém uma postura dura na questão nuclear, rejeitando qualquer ideia de “enriquecimento zero”, o que só aprofunda o isolamento e as sanções.

Essa expansão da repressão não demonstra força, mas sim vulnerabilidade. O regime parece temer que a população tenha deixado para trás os protestos isolados e agora rejeite abertamente o sistema como um todo. Há quem compare a situação atual com o que ocorreu em 1981, quando, após uma repressão sangrenta a um protesto pacífico, o então líder Ruhollah Khomeini lançou uma campanha nacional de terror contra qualquer oposição, usando a guerra com o Iraque como justificativa. Hoje, Khamenei parece seguir um caminho parecido diante do que vozes ligadas ao próprio regime chamam de ameaça de “derrubada”. A diferença é que, agora, o regime está mais dividido internamente, a oposição está mais organizada e a indignação da sociedade iraniana alcançou níveis nunca vistos na história recente do país.


Publicado em 11/02/2026 16h08


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Texto adaptado por IA (Grok) do original. Imagens de bibliotecas de imagens ou origem na legenda.


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